BR-280: governo federal anuncia mais recursos e promessa de acelerar obra
O projeto de duplicação da BR-280, no trecho de responsabilidade do governo federal entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, teve anunciado um reforço de R$ 224 milhões por meio do Ministério do Planejamento, nesta quarta-feira (10).
Com o anúncio de liberação de recursos, a promessa do governo federal é de acelerar as obras nos três lotes que compreendem o projeto iniciado há 10 anos – completados em abril.
>>> Na galeria de fotos abaixo, sequência mostrando o mapa com a extensão total e os lotes em duplicação, obra de túnel em Jaraguá, em Guaramirim e São Francisco do Sul




A necessidade de ampliação do orçamento para as obras nas rodovias havia sido feita durante o lançamento da Frente Parlamentar da BR-280, no começo do mês, pela Assembleia Legislativa. A liberação de mais recursos e celeridade dos serviços nos três lotes da rodovia é defendida pelas entidades empresariais, juntamente com a atuação da bancada formada por representantes da região. A obra é uma das bandeiras da classe empresarial, que segue acompanhando sua execução.
Recursos devem priorizar trechos com obras adiantadas
Para a presidente da ACIJS e do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Ana Clara Franzner Chiodini, o anúncio de elevação do volume de recursos para as obras na BR-280 e BR-370 é positivo e traz uma expectativa de que as duas rodovias sejam priorizadas para atender necessidade urgente em termos de melhorias na infraestrutura de transporte no estado.
“É uma notícia que vem ao encontro do que a ACIJS e o setor produtivo têm defendido de priorização a um projeto vital para a nossa economia, porque a logística representa um gargalo importante ao desenvolvimento da nossa região e do estado. Santa Catarina ainda carece de uma estrutura melhor em termos de eixos rodoviários para o escoamento da produção das empresas, para a vinda de matéria prima e para a locomoção dentro do estado de maneira geral”, avalia.
Ela entende que a vinda destes recursos e a expectativa de que estes investimentos sejam intensificados pode assegurar maior agilidade destas obras, mas defende também que os trechos da malha rodoviária estadual sejam melhorados e conectados com as rodovias federais. Com isto, teremos uma obra completa e a ligação com os eixos logístico não só no estado, mas com outras regiões do País.
A empresária ressalta ainda, a importância de as obras serem concluídas por trechos, iniciando e finalizando cada trecho, em vez de pulverizar recursos e não tenha um resultado mais efetivo do investimento. “Estamos há alguns anos com as obras de duplicação das duas rodovias, mas sem uma solução mais ágil. É fundamental que os dois projetos sejam concluídos e não sofram interrupção por falta de recursos”, completa.
Na BR-280, o trecho entre o porto de São Francisco do Sul e o cruzamento com a BR-101 tem 26% de execução dos trabalhos previstos, sendo o segmento mais atrasado porque começou mais tarde, em 2018. Os demais dois lotes estão mais adiantados – o trecho entre Guaramirim e Jaraguá tem 56% da obra em execução e no segmento que integra o contorno entre os dois municípios e construção de túnel, já foram realizados 48% dos trabalhos previstos.
Somados, os três lotes da duplicação da BR-280 precisam de R$ 899 milhões, além de recursos para as desapropriações remanescentes, supervisão e ligação no canal do Linguado
Rodovias são gargalo para logística no estado
Estudo da CNT – Confederação Nacional do Transporte, mostra que apenas 31,8% dos 3.510 quilômetros das rodovias no estado são considerados ótimas ou boas. Segundo relatório divulgado pela entidade, 68,2% das rodovias pavimentadas no Estado, que foram avaliadas ao longo de 2022, apresentam problemas e foram consideradas como regular, ruim ou péssima.
Levando em consideração a classificação do estado geral das rodovias por unidades federativas, 5,9% das rodovias de Santa Catarina são consideradas em péssimo estado. Dessa forma, o Estado tem a maior porcentagem entre as unidades federativas do Sul do Brasil considerada em estado péssimo.
A pesquisa da CNT apontou que 54,1% da extensão da malha rodoviária da região é considerada regular, ruim ou péssima e 45,9% é classificada como ótima ou boa. Além disso, 6,3% estão sem faixa central e 17,4% sem faixas laterais.
Assim como 70% do traçado das rodovias catarinenses também apresentam algum tipo de problema. Entre elas, 84% contam apenas com pistas simples e 54,2% do trecho avaliado não apresenta acostamento. Entre os mais de 3,5 mil quilômetros, a pesquisa identificou 18 pontos críticos.
Outro estudo, feito pela FIESC – Federação das Indústrias, mostra que o estado precisa de R$ 18,4 bilhões de investimentos em sua infraestrutura de transporte entre 2023 e 2026 para alcançar um padrão considerado adequado para segurança e eficiência do sistema.
A CNT aponta ainda que a falta de melhor infraestrutura traz, entre outros efeitos, maior custo operacional do transporte, chegando a 34,7% e refletindo na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.
Segundo a FIESC, o custo do transporte da indústria catarinense passou de R$ 0,04 por real faturado em 2017 para R$ 0,07 por real faturado em 2022. O estudo realizado em parceria com a UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, aponta uma elevação de 75% no custo de transporte, ocasionado, principalmente, pela precariedade da malha rodoviária catarinense.
(Com informações dos portais NSC Total e Upiara Online, CNT e FIESC)
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