Painel debate oportunidades de trabalho como estratégia para a reinserção de apenados do presídio regional
O Núcleo de Sustentabilidade Corporativa da ACIJS e APEVI promove nesta quarta-feira (24) o painel “Empresa, sociedade e presídio”, com o objetivo de ampliar o debate sobre as oportunidades de reinserção de apenados por meio do trabalho industrial.
O evento ocorre às 19 horas, no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul e é gratuito, com inscrições abertas a empresários, profissionais de todas as áreas e interessados em geral. Informações pelo telefone (47) 3275-7059 e pelo e-mail [email protected].
Participam do painel, como debatedores, o juiz de direito da 2ª Cara Criminal e corregedor do sistema prisional da comarca de Jaraguá do Sul, José Aranha Pacheco, o agente penitenciário do Presídio de Jaraguá, José Luiz Arbigaus, e o representante da Tritec, empresa que já desenvolve projetos de utilização de mão de obra de apenados no município, Rogério Francisco de Souza.
O debate terá como mediadora, Josiane Gonzaga dos Santos, presidente do Conselho Penitenciário de Jaraguá do Sul. Ela explica que a proposta é promover uma reflexão quanto às oportunidades que empresas e comunidade têm com a contratação de apenados. Os painelistas abordarão aspectos como a inclusão social, vantagens competitivas, custos que as medidas representam para a sociedade e questões que envolvem a ação penal propriamente dita. Josiane lembra que o envolvimento da comunidade com o tema não é recente, permitindo uma série de melhorias no Presídio de Jaraguá do Sul.
Bruna Marcella da Silva, coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade Corporativa, ressalta a importância deste assunto ser discutido no ambiente empresarial, mas com o envolvimento de segmentos de toda a sociedade. “Fomentar este tema é possibilitar um novo olhar para buscar entender que a ressocialização do apenado não depende apenas de uma ação isolada de um segmento, mas de todos, gerando um trabalho em rede, que leve em conta as políticas públicas em áreas como saúde, educação, instituições como o Ministério do Trabalho e Emprego, Poder Judiciário, até as empresas, a comunidade e a sociedade de maneira geral”.
Reforça ainda que é preciso discutir mais sobre o assunto, compreendendo o papel de cada setor da iniciativa privada e do poder público, das entidades sem fins lucrativos, fomentando parcerias positivas ao movimento de reinserção social. “O painel quer apresentar as possibilidades de ganhos financeiros e sociais que empresas e sociedades podem ter ao apoiarem este movimento, que ficam evidentes nos saldos positivos de segurança para a nossa comunidade, através da diminuição de furtos e da violência em geral”.
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