Desempenho da indústria catarinense é animador para que o Brasil comece ciclo virtuoso, diz presidente da ACIJS
De acordo com a FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina, a produção de Santa Catarina acumulou alta de 4,5% nos primeiros onze meses de 2017. Segundo a entidade, embora estável em relação a outubro, o resultado de novembro representa salto ainda maior (8%) em relação a igual mês do ano anterior, enquanto o resultado nacional foi uma elevação menor, de 1,9% para a indústria de transformação. Com isso, ao lado de Mato Grosso, Santa Catarina ocupa a terceira posição no ranking de desempenho entre os Estados brasileiros, que é liderado por Paraná e Goiás.
O levantamento da FIESC, com em base em dados apurados pelo IBGE, mostra que os segmentos que mais influenciaram o resultado positivo da indústria catarinense no ano foram produtos alimentícios (7,3%), associado a óleo de soja refinado; metalurgia (25,7%), com destaque para artefatos e peças diversas de ferro fundido; e confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,0%), onde conjuntos e vestidos de malha, além de vestuário e acessórios de malha para bebês, chamaram a atenção. A principal influência negativa vem do setor de Produtos de Borracha e de material plástico (-4,6%), mas o setor já dá sinais de recuperação.
Na comparação com novembro de 2016, a variação da produção industrial catarinense foi ainda mais relevante (8%, contra média nacional de 5,2%), enquanto em relação ao mês anterior o resultado ficou estável (-0,1% em SC e 0,2% na média nacional). “A notícia é positiva, pois a produção confirma uma performance superior à média nacional da indústria catarinense, que foi destaque em diversos indicadores, entre os quais o do emprego é um dos mais importantes”, avalia o presidente da FIESC, Glauco José Côrte.
Outro aspecto relevante, diz Côrte, é que oito dos doze setores da pesquisa registraram alta na produção acumulada em 2017, resultado que fica ainda melhor quando a comparação é restrita ao mês de novembro. No mês, apenas um setor teve pequeno decréscimo na comparação com novembro de 2016 (artigos de vestuário, com queda de 0,2%). “Significa que a recuperação está se generalizando em todo o segmento industrial do Estado. E como a atividade industrial impacta positivamente os demais setores da economia, como serviços e comércio, esse crescimento tende a puxar o desempenho de toda a economia. Assim, a tendência de novas contratações segue em 2018”, afirma.
Os segmentos que mais influenciaram o resultado positivo da indústria catarinense no ano foram Produtos Alimentícios (7,3%), associado a óleo de soja refinado; Metalurgia (25,7%), com destaque para artefatos e peças diversas de ferro fundido; e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (5,0%), onde conjuntos e vestidos de malha, além de vestuário e acessórios de malha para bebês chamaram a atenção. A principal influência negativa vem do setor de Produtos de Borracha e de Material Plástico (-4,6%), mas o setor já dá sinais de recuperação.
Estado enfrenta cenários adversos
Para o presidente da ACIJS, Giuliano Donini, os indicadores divulgados pela FIESC são positivos e devem ser ressaltados, uma vez que demonstram claramente que a indústria catarinense vem reagindo de maneira positiva frente a cenários adversos. Segundo ele, o Estado se posiciona bem no ranking, alguns segmentos tradicionais mostram uma capacidade de desempenho no mercado, como é o caso da indústria de alimentos, e isto é positivo na medida em que este setor tem uma capilaridade muito expressiva, que beneficia várias regiões, assim como é o setor da indústria metalúrgica que segue uma recuperação da indústria automobilística como um todo no País.
O empresário avalia que embora o segmento automotivo tenha se sobressaído com exportações, e não necessariamente com aumento das vendas no mercado interno, o fato é positivo porque movimenta toda a cadeia de fornecedores e isto certamente traz um incremento na economia regional. “De qualquer maneira os indicadores demonstram a possibilidade que o Brasil tem de retomar um ciclo virtuoso, podendo alcançar ainda níveis mais positivos com a retomada da capacidade de consumo, com isto retroalimentando a economia como um todo. Quem sabe chegando ao fim de um período de quedas como temos vivido nos últimos anos”, observa Donini.
Para ele, é importante que esta retomada apontada pelos indicadores se mantenha sustentável, assegurando um ritmo contínuo e consistente, atingindo outros segmentos que não têm experimentado o mesmo nível de desempenho, com maior volume de produção, geração de empregos e naturalmente recursos movimentando a economia. O presidente da ACIJS entende que isto traz um efeito positivo de melhor arrecadação de impostos, fazendo com que o setor público tenha recursos para investimentos, o que é muito salutar quando se tem um equilíbrio econômico. “Sem uma condição econômica melhor toda a condição que se deseja socialmente, com melhor renda e consequentemente ganho na qualidade de vida, se torna mais difícil. E isto passa pela recuperação da indústria, por isto precisamos trabalhar para que estes resultados sejam cumulativos. Santa Catarina ainda tem terreno a avançar na recuperação plena, já que se mantém entre os três Estados com melhor desempenho, e a expectativa é que de possamos avançar ainda mais”, completa. (Com informações da FIESC)
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