ACIJS vê legitimidade em manifestações por mais recursos a rodovias
Manifestações recentes lideradas por entidades de vários segmentos em favor de mais atenção a rodovias no estado, principalmente diante de cortes em orçamentos, anunciados pelo governo federal, são legítimas e demonstram a preocupação da sociedade quanto à demora na conclusão de obras de infraestrutura essenciais para a plena retomada econômica.
A avaliação é do presidente da ACIJS e do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Luis Hufenüssler Leigue, em referência a posicionamentos que a própria entidade vem assumindo em defesa de maior celeridade nos cronogramas dos serviços na duplicação da BR-280, principalmente nos trechos que cortam a região, mas também no apoio por investimentos em outras rodovias no estado, de competência da administração estadual ou do governo federal.
“No momento em que a economia do estado vai demonstrando capacidade de reação à pandemia é necessária essa atenção a setores produtivos que vão precisar de fomento e incentivo, especialmente em atividades que sofreram impactos mais agudos como é o caso do turismo e eventos, mas também aqueles afetados diretamente pela dificuldade de logística e a escassez de matérias primas”, reitera Luis Leigue.

A questão da infraestrutura tem sido preocupação da entidade e motivo de ações recorrentes na atual e em gestões passadas da diretoria da ACIJS. Um trabalho permanente de monitoramento do estágio das obras, e de acompanhamento quanto a prazos e na destinação de recursos públicos seja na melhoria das malhas rodoviárias de âmbito estadual ou federal, na duplicação e em novos investimentos, há o acompanhamento de um Grupo de Trabalho que envolve, ainda, outros segmentos organizados da comunidade regional.
Assim, a entidade se engaja a movimentações organizadas em fóruns do meio empresarial ao lado da FIESC e FACISC, ou nas articulações junto aos representantes políticos da região. “É uma soma de esforços para destravar projetos indispensáveis ao desenvolvimento do estado”, observa o presidente da ACIJS.
Recentemente, FACISC e FIESC também manifestaram preocupação com o andamento das obras nas rodovias catarinenses. Sobre o corte de verbas para duas rodovias federais no estado (BR-470 e BR-163), a FACISC questionou: “Por que não se faz remanejamento com o orçamento dos outros estados? Não podemos aceitar isso com Santa Catarina. É um descaso com o Estado que está entre os que mais arrecada ICMS no Brasil, que mais gera empregos, que mais produz neste país e que necessita de melhorias na sua infraestrutura”, diz a entidade em nota, acrescentando a defesa, pelas entidades representativas da classe empresarial, de que todos os recursos destinados para o estado sejam aplicados na infraestrutura catarinense e consequentemente no nosso desenvolvimento econômico.
A FIESC tem tratado o assunto em encontros com lideranças políticas e com o movimento SC Não Pode Parar, lançado em julho pela entidade e pelo Grupo ND, que teve uma de suas etapas realizadas em Jaraguá do Sul, recentemente. Como forma de mobilizar a sociedade e pressionar o governo federal a manter os investimentos, foi lançado o abaixo-assinado virtual, onde os catarinenses podem participar acessando >>> https://bit.ly/3e7msnx.
“Nós podemos partir do princípio de que há anos Santa Catarina vem sofrendo com a falta de recursos por parte do governo Federal, não temos no estado nenhum investimento de grande porte. É por esse motivo que queremos discutir com os catarinenses essas demandas, levando em consideração o crescimento da nossa economia que é destaque nacional”, afirma o presidente da FIESC Mario Cezar de Aguiar sobre a questão preocupante da logística catarinense.
No levantamento da FIESC, em uma década, foi gerado um custo social de cerca de R$ 1,8 bilhão utilizado em acidentes. Um recurso que está justificando a cobrança por investimentos que garantam eficiência e segurança nas rodovias. Dentre os principais pedidos está a criação de terceiras faixas. “Essas obras incluindo melhoria nas interseções, sinalizações e acostamentos, permitirão uma melhor fluidez”, comenta o executivo da câmara e do conselho de transporte e logística da FIESC, Egídio Antônio.
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