Reaprender a respirar para ter o controle do estresse e da ansiedade, diz especialista
O avanço tecnológico, cada vez com mais aplicações para o ser humano, associado com a rotina do dia a dia, exige maior controle das pessoas, seja no trabalho ou em casa.
Uma das consequências do ritmo frenético que toma conta da sociedade de maneira geral é a perda de qualidade de vida, com efeitos na saúde mental, elevação dos níveis de estresse e da ansiedade, entre outros males agravados pela pandemia, que segundo as estatísticas afetam cerca de 240 milhões de pessoas. Neste processo, é preciso uma mudança comportamental que passa não só por uma reavaliação do estilo de vida, pelo repensar de atitudes, mas até mesmo por algo aparentemente “simples”, mas complexo para muitas pessoas: reaprender a respirar.
Com frequência na agenda corporativa, o assunto foi abordado pelo instrutor de Respiração Consciente Luis Fêran, a convite dos Núcleos de Jovens Empreendedores e de Saúde e Bem-Estar da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (ACIJS). Há mais de 10 anos, ele presta mentoria e realiza cursos para mostrar como a reeducação pode ser um caminho para uma melhor qualidade de vida.
Ele cita os estudos de Amy Webb, futurista que tem se dedicado a analisar o impacto profundo das tecnologias emergentes nas pessoas e na sociedade. Em discussões recentes a norte-americana indica, a relação entre tecnologia e respiração humana e menciona o conceito FUDD, sigla inglesa para medo, incerteza, dúvida e desconfiança, como uma tendência que impacta profundamente o comportamento humano. Consultora de líderes globais, fundadora e CEO do Future Today Institute e professora da Universidade de Nova Iorque, ela observa que à medida em que novas tecnologias surgem e se disseminam muitas pessoas frequentemente experimentam sentimentos de medo e desconfiança, especialmente quando não compreendem plenamente como essas tecnologias funcionam ou como podem afetar suas vidas. Ela enfatiza a necessidade de equilíbrio e cautela na adoção dessas inovações, para que não substituam práticas saudáveis e naturais, mas sim que sejam complementares.
“O padrão de vida que adotamos, que gera estados de ansiedade, nem sempre revelam problemas psicológicos, mas sim uma má qualidade de respiração que afeta todo o sistema nervoso e nosso organismo. A respiração correta influencia a frequência cardíaca, diminui as ondas cerebrais e estabelece um estado de lucidez. Com disciplina e treinamento é possível estabelecer um padrão, que é responsável pela maneira como nos comportamos no dia a dia”, afirma Luis Fêran.
>>> Confira imagens da palestra “O super poder da respiração na gestão do estresse e da ansiedade”, iniciativa dos Núcleos de Jovens Empreendedores e de Saúde e Bem-Estar ACIJS
– Fotos de Caroline Stinghen




Algumas reflexões deixadas por Luis Fêran:
“Os modelos de negócios são abalados pelo avanço tecnológico e as pessoas que estão na linha de frente da gestão nem sempre sabem como agir nas tomadas de decisão”
“É preciso estabelecer a conexão entre o nosso estado mental e a tecnologia, porque a maneira como respiramos mostra a maneira como vivemos”
“A respiração é um analgésico natural ao estresse e ansiedade, é como uma âncora para controlar o medo que permeia o meio corporativo”
“A lógica do mundo que vivemos não é favorável à uma vida com mais qualidade, estamos permanentemente cansados”
“Todos nós nascemos sabendo respirar corretamente, no meio do caminho do nosso desenvolvimento desaprendemos, por conta da tensão, do estresse”
“A dificuldade que temos em respirar da maneira correta revela o quanto temos de tensão acumulada’
“Precisamos cada vez mais aprender a controlar o nosso sistema nervoso por meio da respiração”
“Uma respiração de qualidade traduz um estado de lucidez, de clareza, um suporte eficaz para a nossa saúde mental”
“O primeiro passo para uma mudança é avaliar que tipo de vida estamos levando e ter a capacidade de perceber que há coisas que precisam ser melhoradas. Não se trata de crença, de cultura, mas de atitude em direção ao autoconhecimento”
“Alguns minutos de exercícios por dia, reaprendendo com pequenos ajustes na respiração, podem representar um grande ganho na qualidade de vida”
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