Indústria têxtil tem desafios que passam por maior competitividade e ajustes na cadeia produtiva, diz diretor da ABIT
O Brasil tem papel estratégico na produção global da indústria têxtil e de confecções, mas precisa cada vez mais de inovação e criatividade na sua cadeia produtiva para melhorar a sua competitividade.
Questões como a concorrência de produtos importados, especialmente de mercados asiáticos como a China, mas também aspectos estruturais do ambiente interno como os impactos de regulações do setor e as reformas trabalhista e tributária, podem levar a um desempenho menor nos próximos anos. Somadas a isto, juros altos e a falta de investimentos na modernização do parque fabril, por conta da ausência de políticas de governo e do desiquilíbrio fiscal que inibe a confiança do setor produtivo, podem afetar a produtividade e menos negócios.
O cenário atual e as perspectivas para os próximos anos foram apresentados pelo superintendente da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Valente Pimentel, no Encontro Empresarial da ACIJS, nesta segunda-feira, dia 6. O evento reuniu lideranças e profissionais do setor para discutir os desafios e oportunidades da indústria têxtil no País.
>>> Confira imagens do Encontro Empresarial
[Fotos de Caroline Stinghen/ACIJS]




Pimentel destacou que o setor vem buscando ativamente o protagonismo na busca por uma indústria têxtil mais forte, agregando inovação e valor aos produtos, mais rentável para as empresas, sustentável e alinhada à agenda ESG. O superintendente da ABIT assinalou que o Brasil tem papel relevante no mercado como o quinto maior produtor têxtil do mundo e o quarto em confecção de vestuário. Também assinalou a presença de Santa Catarina como um dos principais polos nacionais, devendo em 2026 ultrapassar São Paulo como maior produtor de vestuário no Brasil.
Confira os principais temas abordados na palestra:
- A concorrência internacional, especialmente com produtos chineses que chegam ao mercado brasileiro com preços agressivos, aliado à crescente melhoria da qualidade e variedade;
- Os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetam diretamente as exportações brasileiras e exigem reposicionamento estratégico;
- A necessidade de adaptação às exigências ambientais globais, como rastreabilidade, práticas ESG e conformidade com normas europeias;
- Os entraves provocados pelos altos juros, que inibem investimentos em modernização e inovação;
- A urgência de reformas estruturais — trabalhista e tributária — que tragam mais segurança jurídica e equidade fiscal à indústria nacional.
Fernando Pimentel reforçou que o setor precisa de políticas públicas que promovam competitividade e inovação, além de maior articulação entre empresas, entidades e governo. A palestra também apresentou projeções para o encerramento de 2025 e perspectivas para 2026, com foco na digitalização da cadeia produtiva e na valorização da sustentabilidade como diferencial competitivo.
>>> Confira a apresentação na íntegra
O Encontro Empresarial com apoio institucional da Unimed Jaraguá do Sul, Kienbaum e Sicredi. Os participantes contribuíram com doações de alimentos para a Casa São José, reforçando o compromisso social da ACIJS com a comunidade.
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