Seja um associado
Notícias
Fique bem informado
Acompanhe as novidades da ACIJS e fique por dentro dos principais fatos do universo empresarial da região e do estado.
Publicado em 11/09/2025
Compartilhe:

Estudo da FIESC mostra efeitos do tarifaço na economia de SC

Para medir o impacto da aplicação das tarifas de 50% pelo governo dos Estados Unidos sobre a economia de Santa Catarina, a Federação das Indústrias (FIESC) elaborou um estudo mapeando possíveis cenários de redução de exportações, para curto e longo prazos. A nota técnica da entidade mostra que a região Serrana de SC seria a mais afetada pelo tarifaço de Trump em qualquer cenário.

“A FIESC lançou o programa desTarifaço, para apoiar a indústria exportadora afetada, com diversas iniciativas de nossas entidades. Uma das frentes é a produção de informações para a tomada de decisão pelas empresas, pelo poder público e pela própria Federação”, explica o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explica que os efeitos da sobretaxa aos produtos brasileiros serão mais proeminentes e agudos em regiões e municípios economicamente menos diversificados e com alta exposição ao mercado americano.

“Mesmo no cenário mais otimista com que trabalhamos, estimamos queda de 0,53% no PIB da região Serrana, dada a menor diversificação industrial e a forte especialização na produção madeireira, majoritariamente destinada aos EUA”, explica. Diante do forte impacto, mesmo no curto prazo (1-2 anos), uma das consequências esperadas é a aceleração da estagnação econômica e a migração populacional, especialmente para o litoral, padrão já observado em décadas recentes.

Além do cenário “mais otimista”, de redução de 30% das exportações, o estudo considera outros dois cenários, de redução de 50% e 70% nas vendas externas para os EUA, situações que podem ocorrer caso a economia americana entre em prolongada estagnação ou crise. Cada cenário foi avaliado com a manutenção das tarifas por um a dois anos (curto prazo), mas também para dois a quatro anos (longo prazo). A queda de 70% das exportações para os EUA teria impacto de mais de 100 mil empregos no longo prazo, por exemplo.

[Agência de Notícias da Indústria – CNI/Divulgação]

Região tem impactos ligeiramente menores

A mesorregião Norte seria a segunda mais afetada, com redução de 0,30% do PIB no cenário mais provável, segundo a nota técnica. Bittencourt explica que, embora abrigue municípios afetados por setores vulneráveis e com diversificação semelhante à Serrana, o Norte demonstra impactos ligeiramente menores. “A presença de centros industriais mais diversificados, como Joinville e Jaraguá do Sul, devem amortecer o impacto à mesorregião como um todo”, salienta.

Segundo o secretário da Fazenda de Jaraguá do Sul, Tiago Coelho, as empresas têm se adaptado à situação desde o anúncio da entrada em vigor das tarifas, em 6 de agosto. Na avaliação de Tiago Coelho, isto parece estar ajudando a manter as exportações, que não foram inteiramente afetadas pelo tarifaço. “A cidade manteve uma média de 90 milhões de dólares em exportações entre junho e agosto, sendo quase um terço destinado aos EUA”, avaliou em entrevista ao Portal 105FM.

Um dos diferenciais de Jaraguá de Sul na pauta de exportações, explica o secretário, é a alta concentração em um único segmento, o de equipamentos elétricos. “Quase 90% das nossas exportações para os Estados Unidos vêm desse segmento. O que é importante então a gente fazer aqui? Nós continuarmos olhando isso no mês a mês, sermos conservadores nas análises porque ainda as empresas estão se adequando. Fizeram antecipações de vendas, de produção, estoques”, pontuou.

Conforme o estudo da FIESC, a terceira região mais impactada, com recuo de 0,25% do PIB, seria a Oeste, seguida pela mesorregião do Vale do Itajaí (-0,22%) e do Sul, com queda de 0,17%. A projeção do cenário aponta que, no período entre 1 e 2 anos de redução das exportações para os EUA, a Grande Florianópolis não deve observar queda do PIB. A situação da Capital e arredores, no entanto, se agrava no longo prazo (2-4 anos), quando a mesorregião pode perder 0,99% do PIB por conta do efeito cascata em setores como comércio e serviços.

Impactos no PIB e empregos em SC

A nota técnica destaca ainda que – considerando o cenário de queda de 30% das exportações para os EUA no período de 1 a 2 anos – o estado teria um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB, com a perda de cerca de 20 mil empregos e de R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS.

Ao avaliar os reflexos do tarifaço nos municípios de SC, o estudo da FIESC mostra que Salete tem potencial para ser o mais afetado, considerando o cenário mais provável. O fato de a cidade ter alto nível de desenvolvimento (medido por indicador da Firjan) pode minimizar os efeitos. Já o segundo e terceiro municípios com maior impacto potencial – Capão Alto e Itá – contam com baixo nível de desenvolvimento. Benedito Novo e Caçador, 4º e 5º no ranking, estão classificados com alto nível de desenvolvimento municipal.

Bittencourt explica que o indicador da Firjan atua como um “multiplicador para os efeitos negativos em municípios menos desenvolvidos e como um atenuador para aqueles com estruturas mais robustas, e é uma variável crítica a ser considerada para o planejamento de políticas públicas e estratégias de recuperação e diversificação regional.”

Cenários avalia possibilidades mais severas

A nota técnica da Federação industrial também analisou outros cenários: o de consequências severas, com a redução das exportações para os EUA em 50% tanto no período de 1 a 2 anos como no longo prazo (2-4 anos), e o de colapso. Este último projeta queda de 70% das exportações para o mercado norte-americano, também nos curto e longo prazos.

O economista-chefe da FIESC destaca que nessas duas projeções, os cenários seriam reflexos da piora das condições de demanda nos EUA. No severo, a economia norte-americana apresenta estagnação, enquanto no cenário de colapso, a situação é marcada por crise aguda nos EUA. (Com informações da FIESC e Portal 105FM)

Compartilhe:
Notícias relacionadas
Encontro Empresarial apresenta, em março, projeções de cenários econômicos e perspectivas de investimentos
Evento

Encontro Empresarial apresenta, em março, projeções de cenários econômicos e perspectivas de investimentos

Especialista trará informações relevantes para o planejamento de negócios considerando realidades da economia nacional e reflexos da geopolítica global

Leia mais
ACIJS presta reconhecimento público à atuação de comandos da PM
Institucional

ACIJS presta reconhecimento público à atuação de comandos da PM

Encontro no Centro Empresarial destacou a excelência da atuação da Polícia Militar e a sinergia da comunidade com as forças de segurança no município e região

Leia mais
ACIJS apresenta, no dia 25, balanço da gestão 2024-2025
Destaques

ACIJS apresenta, no dia 25, balanço da gestão 2024-2025

Assembleia Geral Ordinária será realizada no Centro Empresarial e apresentará resultados da gestão anterior

Leia mais
Núcleos Empresariais da ACIJS iniciam atividades no ano
Associativismo

Núcleos Empresariais da ACIJS iniciam atividades no ano

Núcleos Empresariais cumprem função estratégica para ativação de negócios, melhoria da gestão de líderes nas empresas e fortalecimento do associativismo empresarial

Leia mais
BR-280: obras avançam no trecho estadual no viaduto próximo à Mannes
Notícias

BR-280: obras avançam no trecho estadual no viaduto próximo à Mannes

Execução do novo viaduto sobre a linha férrea, é a última grande Obra de Arte Especial do trecho estadualizado da rodovia

Leia mais
ACIJS retoma em fevereiro programa de educação com a primeira Trilha Empreendedora
Cursos e Eventos

ACIJS retoma em fevereiro programa de educação com a primeira Trilha Empreendedora

Entidade oferece no primeiro semestre três trilhas de capacitações abordando pilares fundamentais para o desempenho de qualquer negócio: liderança, vendas e finanças

Leia mais
01 02 03 179
Newsletter

Receba em seu e-mail as novidades e eventos que acontecem na região.