Participação feminina fortalece representação no associativismo regional
A presença de mais mulheres participando de movimentos organizados, como o associativismo empresarial, fortalece a representação do setor produtivo e contribui para o crescimento do empreendedorismo feminino.
Ampliar esta participação é um dos desafios que lideranças apontam como importante para que a igualdade de gêneros se torne realidade também nas entidades que movimentam setores importantes da economia, mas também em todos os segmentos sociais.
A experiência de mulheres que já atuam na gestão de negócios, motivando maior participação delas nas entidades, esteve em pauta no Encontro Empresarial da ACIJS, na terça-feira, dia 22.
O evento “Mais Mulheres em Ação”, iniciativa da ACIJS e do Núcleo da Mulher Empreendedora, foi realizado no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul.
Além da presidente da ACIJS, Ana Clara Franzner Chiodini, e da vice-presidente de Núcleos Empresariais da entidade, Simone da Rosa, o painel contou com as presenças da presidente da ACIJ (Joinville), Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves; da vice-presidente na região Norte do Conselho Estadual da Mulher Empreendedora, Tina Marcatto; da empresária Giovana Luiza de Oliveira Hornburg; e da líder do Núcleo da Mulher Empreendedora da ACIJS, Michelle Valmorbida Honorato Kury.
Confira no álbum de fotos, alguns momentos do Encontro Empresarial:
Terceira mulher no comando da entidade, que em 2023 completará 85 anos, Ana Clara ressaltou que a mobilização para que mais mulheres participem do movimento empresarial vem dando resultados, mas é preciso avançar. A presidente da ACIJS citou o exemplo da própria entidade, que na atual gestão conta com uma diretoria com participação igual de homens e mulheres, e lembrou que esse avanço sempre se deu por mérito e pela capacidade de agregar que as mulheres oferecem a qualquer projeto. A vice-presidente Simone da Rosa destacou a experiência de iniciar o próprio negócio e a participação na entidade, o que lhe permitiu mais conhecimento como empresária e na atuação associativa.
Tornar mais efetiva a presença de mulheres tanto como empreendedoras como na representação empresarial também foram falas enfatizadas pelas demais participantes. Tina Marcatto fez um relato da atuação do Conselho Estadual, que é um braço da Facisc de articulação da atuação das mulheres no associativismo, e a líder do Núcleo da Mulher Empreendedora Michelle Valmorbida Honorato Kury comentou resultados alcançados em 27 anos desde que o grupo setorial foi organizado pela ACIJS em 1995. Ela lembrou da atuação do Núcleo em várias frentes, seja com ações voltadas à melhorar a capacitação das nucleadas como em atividades na comunidade, desempenho que mereceu o reconhecimento da Câmara de Vereadores de Jaraguá na semana que passou.
No painel, Giovana Luiza de Oliveira Hornburg falou sobre a iniciativa de abrir junto com o marido a empresa Casa do Chocolate, a superação de dificuldades e como enfrentou o período de pandemia. Atuando por 18 anos no Núcleo da Mulher Empreendedora e há 26 empreendendo na empresa familiar, Giovana disse que a participação em um movimento empresarial fez a diferença para a sustentabilidade do empreendimento. “Nos momentos mais difíceis, a parceria é muito importante porque nos dá forças para irmos em frente”, assinalou.
Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves, conhecida como Margi, também ressaltou a importância do associativismo para a formação de lideranças. Primeira mulher na presidência da Associação Empresarial de Joinville em 111 anos de existência da entidade, ela faz parte da diretoria da ACIJ há 16 anos. Além da participação no movimento associativo, atua representando a quinta geração na gestão de empresas ligadas à família e em várias frentes na comunidade e em entidades de classe. “O associativismo nos dá oportunidade de compartilhar experiências e fortalecer relacionamentos, e relacionamento é o que nos faz crescer com sustentabilidade”, destacou. A empresária disse que mulheres e homens podem caminhar de forma a se completarem, fortalecendo o trabalho para que empresas e entidades alcancem bons resultados. Ter coragem para enfrentar os desafios, saber gerenciar conflitos e ser persistente, entender que as conquistas devem ser pelo mérito, e buscar o aprendizado no trabalho engajado com movimentos que somem aos seus propósitos são alguns dos caminhos para a liderança das mulheres, apontou.
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