ACIJS e FIESC debatem efeitos do acordo Mercosul-União Europeia
O acordo comercial entre Mercosul e a União Europeia é tema de palestra que a Associação Empresarial de Jaraguá do Sul e a vice-presidência regional da Federação das Indústrias promovem no dia 22.
Abordam o assunto Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial, e Fabrízio Sardelli Panzini, gerente de negociações internacionais da CNI – Confederação Nacional da Indústria.
O evento vai ocorrer no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, às 19h30, com a participação de lideranças de associações empresariais da região e do setor produtivo, com o objetivo de avaliar os efeitos das medidas previstas no acordo, em vias de definição por parte das autoridades dos dois blocos econômicos.
O Encontro Empresarial é aberto à participação de associados e do público em geral. Informações em www.acijs.com.br, pelo telefone (47) 3275-7027 e pelo e-mail [email protected].
Sobre o acordo Mercosul-União Europeia
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi concluído no dia 28 de junho para o setor privado dos dois blocos. Antes de entrar em vigor, o tratado terá de ser aprovado pelos parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o acordo eliminará tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. A discussão da parte comercial do acordo deve levar um ano e meio para ser aprovada pelos europeus, o que faria com que as tarifas começassem a ser reduzidas entre o fim de 2020 e o início de 2021.
O acordo estabelece que os países do Mercosul terão 15 anos para eliminar as tarifas previstas no acordo, enquanto os europeus farão o mesmo em 10 anos. O governo brasileiro acredita que o prazo de 15 anos será suficiente para que o País se prepare para a concorrência com os produtos europeus, e para que sejam implementadas reformas voltadas à redução do custo de produzir no Brasil, como melhoria de infraestrutura, reforma tributária e desburocratização.
A medida deve adicionar à economia brasileira R$ 1 trilhão em exportações e importações nos próximos 15 anos, além de um ganho de R$ 500 bilhões no PIB e de R$ 450 bilhões em investimentos.
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