Notícias 30 set, 21

Levantamento mostra que o segmento vem se consolidando e revela crescimento nos seis primeiros meses do ano

ACIJS defende acesso facilitado de MEIs a crédito e a programas de gestão

Indicadores demonstrando o crescimento do número de novos empreendimentos sempre são favoráveis como termômetro da atividade econômica, como é o caso dos números divulgados pelo Serasa Experian apontando um novo Micro Empreendedor Individual (MEI) a cada dois segundos no País.

A avaliação é do presidente da ACIJS e do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Luis Hufenüssler Leigue, mas no caso dos MEIs esse é um movimento que precisa de atenção quando se trata da sustentabilidade dos negócios.

Para o empresário, o avanço na ‘pejotição’ – termo que caracteriza a criação de figuras jurídicas em vários segmentos – é uma demonstração de que a economia se renova e, diante das dificuldades, se apoia por vezes na criatividade de pessoas que ao perderem seus empregos buscam alternativas de renda.

Entidades ligadas ao Centro Empresarial atuam no sentido de buscar maiores incentivos ao desenvolvimento da atividade produtiva

Ele cita que o surgimento de mais empreendedores individuais no País vem se acentuando com as mudanças na legislação trabalhista, ampliando-se agora como reflexo da pandemia. Setores como o de informática que se vale, principalmente, da internet, ganharam mais impulso e levou muitos profissionais a abrirem seus próprios negócios.

“Com as restrições que a pandemia trouxe, a prestação de serviços em novos formatos deu maior escala para os micros e pequenos empreendedores. É importante que se dê a estrutura para sustentar esse crescimento”, assinala Luis Leigue.

Dentre as questões mais urgentes, aponta, está o acesso a crédito e a programas que auxiliem a melhoria da gestão, tema de pauta permanente da ACIJS.

“As micro e pequenas empresas são as que primeiro sentem os efeitos de uma crise, é o setor que mais precisa de apoio, mas nem sempre o dinheiro está acessível e no caso dos MEIs essa é uma situação ainda mais crítica porque muitas vezes esses empreendedores não têm garantias a oferecer às instituições de crédito, sejam ligadas ao governo ou ao sistema financeiro privado”, reitera.

Dados confirmam expansão

Conforme o Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian, o Brasil ganha um novo Micro Empreendedor Individual (MEI) a cada dois segundos. No acumulado do primeiro semestre deste ano, foram registrados 1.654.167 novos microempreendedores individuais.

No comparativo entre os seis primeiros meses de 2021 e 2020, o índice apresentou um crescimento de 31,2%, expansão semestral mais expressiva desde 2012, quando o acumulado de janeiro a junho marcou alta de 38,7%.

O levantamento revela que os MEI se mantêm como a principal categoria no consolidado geral, com representatividade de 79,9% nos seis primeiros meses deste ano. Na sequência, aparecem as Sociedades Limitadas (12,6%) e Empresas Individuais (3,4%). No total, foram criados 2.070.817 empreendimentos – um aumento de 30,9% frente ao primeiro semestre do ano passado. De acordo com o índice, o Brasil teve mais negócios abertos nos primeiros seis meses de 2021 do que o total de 2016 e dos anos anteriores.

Desempenho de outros segmentos

Considerando a visão total das empresas abertas, o setor de Serviço possui a maior representatividade dentro do total acumulado de empresas criadas (66,9%). Na análise que compara os seis primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2020 o segmento cresceu 29,2%. Quando analisadas as atividades das empresas abertas, nove das 20 principais são de serviços, que vai desde alimentação (9,2%) até serviços médicos (1,3%).

Considerando os demais setores de atuação, o comércio teve a alta mais expressiva (37,2%), com 24,4% dos novos negócios. Para a indústria, o aumento foi de 30,9%, mas as companhias dessa área equivalem a apenas 7,6% do número geral de 2.070.817 de novos empreendimentos.



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