Mudanças exigem criatividade das entidades representativas, avaliam lideranças

 

Representantes jurídicos das Associações Empresariais do Sistema Facisc se reuniram na sexta-feira (30) em Jaraguá do Sul para o último encontro do ano.

Na abertura da reunião, o presidente da ACIJS Anselmo Luiz Jorge Ramos reforçou o papel da assessoria de advogados e especialistas em áreas que afetam o dia a dia das entidades. “Todas as mudanças causam uma insegurança natural e o olhar estratégico do corpo jurídico é cada vez mais relevante para compreendermos e minimizarmos os reflexos de qualquer alteração nas legislações. Esta visão nos dá segurança no sentido de afinarmos a gestão com a realidade do mercado”, pondera.

Na mesma linha de pensamento, o vice-presidente jurídico da FACISC, André Daher, lembrou que embora as entidades empresariais de maneira geral sejam competentes na gestão de seus recursos, na representação sempre há espaço para a maior eficiência. “O nosso DNA é de trabalho, mas é importante estimular a competitividade e com inovações conquistar os associados”, sinaliza. Ele cita as capacitações voltadas à melhoria da gestão, e soluções e benefícios às empresas como alternativas que as entidades buscam avançar de maneira continuada.

Os profissionais discutiram entre outros assuntos sobre a Nova lei Geral de Proteção de Dados, a atuação do advogado na mediação trabalhista, a Reforma Trabalhista, Sociedade 4.0 e as competências sócio emocionais e gestão ambiental empresarial e novas tecnologias.

Advogado com atuação nas áreas de direito digital e da tecnologia da inovação, Gustavo Xavier de Camargo, falou sobre a Nova lei Geral de Proteção de Dados e o que muda para as empresas com relação ao tema. “Deixamos rastros digitais e os usuários e titulares têm direitos. Ainda somos um país pouco preocupado com segurança de informação e a nova lei de proteção de dados pessoais vai impactar principalmente as áreas de tecnologia da informação, recursos humanos e marketing das empresas. Os incidentes de violação de segurança que envolvam dados pessoais deverão ser informados à autoridade nacional e aos titulares de dados, gerando risco de imenso prejuízo reputacional”, explicou.

As especialistas em mediação, Giordani Flenik e Luciana Correa, palestraram sobre a atuação do advogado na mediação trabalhista. “O conflito é inerente ao ser humano, a questão é como resolver. Por isso é preciso conhecer as formas de mediar e entender como se aplica cada uma delas”, apontou Giordani.

Alguns pontos relevantes da Reforma Trabalhista também foram abordados na reunião pelo juiz titular do trabalho da 2ª Vara de Jaraguá do Sul, João Carlos Trois Scalco. O professor, doutor e mestre em ciências jurídicas, Maikon Cristiano Glasenapp, trouxe para o debate o tema Sociedade 4.0 e as competências socioemocionais.

Outro tema tratou da gestão ambiental empresarial e novas tecnologias, com abordagem do advogado da ACIJS, Frederico Carlos Barni Hulbert. “Hoje mais do que nunca, o empresário precisa estar atento ao tripé econômico, ambiental e social”, destacou.

Centro Empresarial é referência, avalia presidente da ACIJS

 

Anselmo Ramos destaca que as alterações na regulação de entidades como sindicatos e associações, como reflexo de mudanças que vêm sendo implementadas no País, a exemplo da reforma trabalhista e de alterações futuras em outras áreas, vão exigir cada vez mais a criatividade dos entes que representam os vários segmentos da sociedade.

Cada vez mais, alerta, é preciso estar atento às questões que envolvem o setor produtivo, exigindo inteligência para assegurar uma gestão eficiente e de qualidade na oferta de produtos e serviços aos associados.

“O modelo que temos em Jaraguá do Sul, com o Centro Empresarial, contempla uma gestão compartilhada pelas entidades que representam a indústria, o comércio, os setores de serviços e os sindicatos patronais. Mas é importante nos reinventarmos para o fortalecimento e subsistência deste trabalho que é fundamental para a representação empresarial e na busca de atenção aos pleitos destes segmentos econômicos”, assinala.

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