Notícias 09 nov, 20

Um modelo exemplar que é referência no estado e país e deve ser fortalecido pelos candidatos que conquistarem a preferência […]

ELEIÇÕES 2020 – ACIJS avalia que sinergia entre Prefeitura e a sociedade deve ser prioridade na gestão municipal

Um modelo exemplar que é referência no estado e país e deve ser fortalecido pelos candidatos que conquistarem a preferência dos eleitores no pleito de 15 de novembro. É esse compromisso que a ACIJS considera como prioridade, exposto em documento que a entidade encaminhou às três chapas que concorrem na eleição majoritária deste ano, em Jaraguá do Sul.

Nesta segunda-feira (9), às 18h30, a entidade receberá Antídio Lunelli (MDB), Ivo Konell (PRTB) e Leandro Schmöckel Gonçalves (Novo), durante sabatina em que reforçará pleitos da classe empresarial. Em função da pandemia, o evento terá dois formatos: presencial para convidados da entidade, e virtual através do canal da ACIJS no YouTube.

O presidente da ACIJS e do Centro Empresarial, Luis Hufenüssler Leigue, se utiliza de um conceito comum à classe produtiva para justificar as expectativas da iniciativa privada em relação a quem ocupe a administração municipal a partir de janeiro.

“Em qualquer organização, um pilar essencial para o sucesso do empreendimento, é ouvir o cliente. Na gestão pública, isso é ainda mais essencial e verdadeiro, porque cabe ao poder público a função de servir à comunidade, atendendo a população nas suas necessidades”, pontua.

Luis Leigue entende que em Jaraguá do Sul não há nenhuma novidade neste raciocínio. “Temos uma condição muito favorável neste aspecto porque historicamente essa sinergia é muito efetiva e consistente entre as entidades privadas e o poder público na busca de soluções que impactam no dia a dia da população, e até mesmo na construção de cenários positivos em diversas áreas. Há uma relação de parceria que deixa a entidade, pela representação que a ACIJS tem no espectro social que forma nossa cidade, muito confortável quando a classe empresarial se propõe a oferecer de maneira colaborativa sugestões aos candidatos a funções em diferentes esferas da administração pública. Neste pleito, novamente colocamos à disposição dos candidatos as percepções do setor produtivo na forma de documento que está estruturado em 7 pontos principais que consideramos imprescindíveis seja quanto à continuidade do que vem sendo feito como numa projeção a uma nova gestão”.

O documento alinha questões que a ACIJS considera fundamentais para o desenvolvimento com sustentabilidade, como a ênfase à inovação, na infraestrutura e mobilidade, mas também considerando questões que envolvem a segurança pública, sistema prisional e fortalecimento do modelo de bombeiros voluntários, a atenção à educação e cultura, saúde, bem-estar e inclusão social, áreas de abastecimento, saneamento e tratamento de resíduos, e contemplando ainda a necessidade de uma gestão pública que priorize a eficiência e a correta aplicação de recursos.

O empresário sustenta que a contribuição oferecida aos candidatos é uma maneira de referendar a importância de se manter o canal de comunicação entre a Prefeitura e a sociedade civil organizada como algo que não pode ser interrompido, mas ao contrário aperfeiçoado por meio da transparência no custeio da máquina administrativa e na busca de entregas cada vez mais qualificadas de serviços públicos à população.

Pandemia tornou diálogo com a sociedade ainda mais importante

Para a ACIJS, a existência de um canal de diálogo aberto e transparente se torna ainda mais relevante em função das dificuldades que a pandemia do coronavírus trouxe em vários aspectos.

“Quando falamos em expectativas para a retomada econômica, devemos considerar que vivenciamos um período sem precedentes, com uma crise sanitária que trouxe sérios impactos em diversos ambientes. Temos um ano que trouxe inúmeras dificuldades por conta da pandemia que afetaram não apenas o desempenho econômico, mas estruturas da saúde, da educação, que precisaram ser alteradas, para que esse enfrentamento da doença fosse o mais minimizado possível. Felizmente, a comunidade conseguiu se manter em índices até mais confortáveis em relação a outras regiões, e isso só foi possível porque Jaraguá do Sul mais uma vez se valeu dessa capacidade de mobilização. Ficou claro que esse modelo não pode ser interrompido porque é o que dará suporte quando a nossa capacidade de retomada econômica se apresentar de maneira mais plena”, reitera Luis Leigue.

Há questões em áreas pontuais, salienta, que deverão merecer maior atenção da próxima gestão. Uma delas é a da educação, onde a classe empresarial sugere a necessidade de um olhar mais sistêmico desde o ensino infantil até o superior e nos níveis de especialização, pensando nas ofertas de oportunidades para a melhor qualificação das pessoas e até na retenção de talentos. “Temos indicadores positivos na educação, como em outras áreas, mas há um ponto que julgamos nevrálgico nesta equação quando falamos em ensino, a exigir um esforço no sentido de definição do DNA que buscamos para a educação no município, para onde queremos ir e aonde almejamos chegar”.

Outro aspecto que necessita da atenção do poder público está identificado nas preocupações da entidade com o que considera valoração na qualidade de vida, neste caso englobando as questões de saúde e a segurança social. “Essa não é uma discussão que remete somente para a renda, mas que vislumbre perspectivas para minimizar vulnerabilidades ainda presentes na comunidade. Encarar o desafio de ampliar o acesso às estruturas que formam o ecossistema de um município e região em crescimento, com seus reflexos sociais e considerando os impactos causados pela pandemia e o quanto ela afetou a capacidade de realização das pessoas, é imprescindível aos gestores públicos”, diz.

Para o empresário, mesmo    que se considere que as medidas emergenciais tomadas para atender a população mais afetada pela pandemia se mostrem assertivas, os efeitos da pandemia sobre a vida das pessoas, ou no desempenho de empresas, ainda serão sentidos por algum tempo. “O município deve estar atento a essa questão, para saber como a comunidade responde diante da falta dessa ajuda do governo, que veio com a verba oficial, mas que em algum momento deixará de ser concedida”.

Manter e intensificar investimentos realizados durante a pandemia

A ACIJS avalia ainda, que em algumas áreas o olhar da administração municipal deverá ser ainda mais apurado a partir de janeiro. A entidade considera importante, por exemplo, que sejam mantidos os investimentos realizados na estruturação da rede pública para o enfrentamento da pandemia, reforçando a estratégia que já existia até então.

Outro setor é o da segurança, que tem apresentado indicadores positivos de maneira geral, mas que segundo a percepção da entidade ainda carece de atenção em pontos específicos como nos casos de violência doméstica, nas agressões a mulheres e a pessoas incapazes, objeto inclusive de campanha que a ACIJS vem encampando em parceria com as polícias civil e militar e outras entidades na comunidade.

A infraestrutura é outro elo considerado estratégico para o desenvolvimento harmônico do município. Embora reconheça que as últimas gestões avançaram neste aspecto, o radar da entidade empresarial aponta que o município deva se inserir de maneira insistente no conceito de cidades inteligentes. Sugere que se faça uso de tecnologias sustentáveis em atividades seja de monitoramento na segurança pública e no trânsito, mas também na modernização da mobilidade urbana, com o uso de energias renováveis incorporadas à matriz viária.

Para a entidade esse é um caminho irreversível e antecipar dará ao município a possibilidade de uma melhor dinâmica em várias áreas. “São aplicações que implicarão em uma logística que favoreça a circulação de veículos elétricos e que estimule a população ao uso de opões de transporte individual e coletivo com fontes alternativas mais econômicas e ambientalmente modernas”, afirma Luis Leigue. Ressalta que essas decisões demandarão a adaptação de modais e na própria regulação de uso de veículos com tração elétrica por meio de legislação específica, projetos que necessitarão de recursos do município, mas também dos governos estadual e federal, e administração pública precisará buscar essas parcerias.

Também é preocupação da entidade empresarial, apontada no documento entregue aos candidatos, os investimentos em abastecimento, no saneamento e na destinação e tratamento de resíduos, incluindo a possibilidade de tornar o lixo uma alternativa de geração de recursos para o município por meio de investimentos em usina própria ou em parceria público-privada.

“Há um caminho saudável para continuarmos crescendo com qualidade”

Os temas apresentados como sugestões, reitera o presidente da ACIJS, podem levar o município a um novo patamar, diversificando a matriz econômica em direção à inovação e à chamada economia criativa. Além disso, poderá valorizar ainda mais o perfil tradicional de negócios na região, já fortemente impactado pela criatividade de seus empreendedores seja na indústria, comércio e serviços.

“Jaraguá tem ainda muito potencial de crescimento em vários setores. Há um caminho saudável para percorrermos e alcançarmos ainda mais qualidade de vida, se continuarmos contando com a sinergia que há anos caracteriza a nossa comunidade”.Completa assinalando que a ACIJS defende, como entidade, que a sintonia hoje existente se consolide conjugando esforços da iniciativa privada, dos entes públicos e de outros agentes da sociedade, “porque é a melhor forma para termos uma gestão que atenda à população com serviços eficientes e proporcione um ambiente seguro e favorável à atividade produtiva que em última análise gera a riqueza do município”    



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