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27 de novembro de 2017

“Sem reforma política, economia não se estabiliza”, diz consultor empresarial

O projeto de reforma tributária que está sendo discutida na Câmara Federal não resolve os problemas do Brasil. A avaliação é do professor Salésio João de Souza, especialista nas áreas de administração, finanças, contabilidade e direito, e há 17 anos atuando como consultor em gestão empresarial.

Ele falou na segunda-feira (27) na plenária da ACIJS e APEVI, no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, quando descreveu os cenários que o setor produtivo enfrenta e como as empresas devem se preparar para enfrentar um quadro de recessão.

O consultor fez um relato dos possíveis efeitos do projeto de reforma tributária em discussão na Câmara Federal no setor produtivo, com orientações sobre o que os empresários devem saber quanto ao enquadramento tributário e a influência dos impostos no preço de venda.

Salésio João de Souza destacou o papel das entidades organizadas para modificar o cenário atual da carga tributária brasileira. “O próximo ano vai exigir muito esforço das empresas e das instituições representativas no sentido de buscar do setor político uma mudança de atitude. O Brasil tem um peso gigantesco e está claro que o projeto que se apresenta não traz qualquer perspectiva de diminuição da carga tributária, mas sim uma reforma onde ao final o cheque a ser pago será o mesmo”, assinalou.

A carga fiscal do Brasil, formada por 74 tributos de várias naturezas, descreve Salésio João de Souza, representa 32,7% do PIB – Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas geradas no País. Deste total, 68,2 % ficam com a União, 25,4% com os Estados e 6,4% com os municípios. “Há uma grande desigualdade na questão para a sociedade, pois onde o tributo é gerado, os municípios, o percentual que retorna é o menor do bolo da arrecadação”.

Ao relacionar os pontos principais da proposta em tramitação no Congresso Nacional, ele diz que será preciso muito otimismo e um trabalho forte para que a situação seja modificada. “O que há são indicações de incorporação de tributos e substituições, mas isto não significa que a produção e o consumo serão menos onerados”, disse o especialista, indicando que o País ainda irá conviver com questões cruciais como o déficit da Previdência, enorme dívida interna e desproporções no combate fiscal.

“Isto compromete o princípio da equidade, que é a base da justiça fiscal. Por outro lado, há um custo do Senado, da Câmara Federal, do Poder Legislativo e do poder público em todas as instâncias, e sem recursos para investimentos em áreas onde o Brasil, como a infraestrutura, que se não resolvidos trará ainda mais problemas”.

Confira a apresentação na íntegra >> https://youtu.be/KBC8MK1NC3w

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