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10 de outubro de 2017

“Não podemos terceirizar a felicidade”, diz coach sobre o ambiente corporativo

A psicóloga e coach Kelly de Moraes falou sobre a relação entre felicidade e produtividade a empresários de Jaraguá do Sul na segunda-feira, dia 9, durante a reunião semanal da ACIJS.

Para uma cidade que tem no seu DNA a inovação como um de seus traços mais fortes, o tema parece não trazer qualquer novidade. Mas a especialista em gestão estratégica de pessoas, com atuação nas áreas de treinamento e desenvolvimento de pessoas, fez questão de ressaltar a importância de reforçar o conceito do quanto uma pessoa feliz pode trazer de resultado para qualquer negócio é um desafio que se renova a cada dia.

“Empresas ícones deste novo mundo do trabalho baseado na tecnologia, como o Google, hoje dedicam um tempo do dia no seu horário de expediente, para que o seu funcionário realize qualquer atividade que não seja aquela que ele normalmente já executa", exemplifica Kelly.

Diz ela que “entender de matemática, de lógica programável ou de qualquer outra ciência exata continua sendo relevante ao profissional, mas cada vez mais as empresas devem perceber a importância de valorizar outro conceito. O de que pessoas com propósito de vida produzem mais e melhor porque não precisam ser convencidas quanto aos objetivos das organizações a que pertencem porque se assemelham aos seus objetivos pessoais.

Há uma disruptura do modelo mais antigo e que prevaleceu durante décadas de que as pessoas tinham de ir ao trabalho em um determinado horário para cumprir uma jornada e com metas específicas, por longos anos e para o resto de suas vidas. Fica claro, cada vez mais, de que este modelo exauriu e as organizações caminham para uma flexibilização das relações, a valorização do potencial criativo e o estímulo à ousadia.

"Hoje 54% dos jovens pensam em empreender seu próprio negócio, podendo trabalhar em suas próprias casas e nos horários em que produzem com mais qualidade. Este é o desafio para as empresas, perceberem o potencial de contarem com pessoas mais felizes e criativas, porque que esta onda está chegando e haverá uma mudança agressiva na gestão".

Kelly cita estudo realizado a partir de 1938 por 4 cientistas nos EUA que durante 75 anos estudaram o desenvolvimento adulto de 724 homens divididos em dois grupos, sendo 50% de alunos e Harvard e 50% de pobres de Boston. A cada dois anos, os grupos eram submetidos a exames médicos, a análises sobre a atividade cerebral de cada indivíduo, realizadas entrevistas com os pais e posteriormente esposas e filhos, e eram gravadas conversas entre eles e suas famílias.

Alguns resultados: do total de pesquisados, 60 homens ainda estão vivos, muitos dos homens lutaram na 2ª Guerra Mundial, alguns deles se tonaram operários, advogados, médicos e um acabou eleito presidente dos Estados Unidos. Além disto, o estudo revelou que ligações sociais são boas e a solidão mata, pessoas mais ligadas à família e aos amigos são fisicamente mais felizes e vivem mais, não é a quantidade de amigos que conta e sim a qualidade dos relacionamentos, e viver em conflito é muito ruim para a saúde, como por exemplo um casamento conflituoso e sem carinho é talvez pior do que um divórcio. Os cientistas perceberam, ainda, que as boas relações não só protegem a saúde como ajudam os cérebros e estimulam a memória, verificando que estar ligado a outra pessoa de modo a sentir confiança e saber que pode contar com essa pessoa traz mais felicidade do que fama e dinheiro.

"As pesquisas indicam que nos próximos 10 anos haverá o desaparecimento de muitas profissões e o surgimento de outras que nem sabemos ao certo que nome terão. Cada vez mais, entender as pessoas e de que maneira elas podem contribuir com suas competências faz mais sentido do que qualquer outra meta que se busca. Fazer com que as pessoas tenham um propósito, que elas percebam que a felicidade vai além dos salários, de que a felicidade não está na fama ou só pelo dinheiro que se consegue com o trabalho é um conceito que vale para o ambiente corporativo ou para a vida pessoal, porque quando se faz algo com paixão se vive mais e melhor".

Kelly cita o conceito japonês Ikigai, na tradução literal "sentido da vida" para explicar o que os orientais percebem como determinante para o seu sucesso profissional aliado a uma perspectiva de maior longevidade e qualidade de vida. "É algo que depende muito de cada um de nós, o aqui e o agora é o que importa para termos nossa realização pessoal e profissional. A busca da nossa felicidade é algo que não podemos terceirizar", completa.




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