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13 de maro de 2017

Brasil vive recessão severa, mas mesmo assim há muitas oportunidades de negócios

O Brasil vive um quadro de recessão econômica aguda e embora indicadores demonstrem reações pontuais em alguns setores um quadro de retomada plena do crescimento só deverá ser alcançado a partir de 2019.

A percepção é do diretor da consultoria internacional KPMG, Eduardo Navarro, ao falar a empresários de Jaraguá do Sul sobre perspectivas de negócios em meio às dificuldades econômicas.

“Se olharmos a economia brasileira mais do alto é possível perceber alguns indícios de melhora. Isto se deve a fatores isolados, como a redução de juros e uma perspectiva de que eles venham a se tornar ainda menores, os indicadores de consumo também sinalizam avanços e por conta disto a indústria recupera níveis de produção mais positivos em relação a outros períodos. Numa visão generalista pode-se perceber também que em alguns segmentos de negócios a recessão afetou com menos intensidade e, em setores específicos, sequer foi sentida, como as cooperativas agroindustriais da região Sul, nas empresas de tecnologia em segmentos como o da internet, e nas distribuidoras de petróleo”, falou Navarro na plenária da ACIJS.

O consultor traçou um comparativo com outros períodos recessivos e lembrou que na crise de 2009 o Brasil sofreu menos do que outras regiões afetadas principalmente pela situação internacional. A base de consumo, graças à sua extensão territorial que trouxe compensações no mercado interno, fez com que o impacto não fosse tão intenso, ao contrário da crise atual que vem se prolongando por mais tempo.

“Não dá para estabelecer quando chegaremos ao patamar de 2009, talvez numa visão realista é possível que as coisas se normalizem completamente em 2019 ou 2010”. Isto porque, segundo ele, há um fator adicional que não aparece nas análises de indicadores macroeconômicos, o endividamento das empresas.

“Há um grande desafio para empresas que têm capacidade produtiva, oferecem bons serviços, mas que estão em um segundo round nas negociações com os bancos. Algumas terão êxito nos refinanciamentos de suas dívidas, conseguirão reposicionar estas dívidas para o longo prazo, e poderão ter mais fôlego até a situação melhorar. Outras até podem ter ativos, mas como estão em processo de liquidez nem sempre conseguirão o melhor preço numa eventualidade de venda de ativos e enfrentarão mais dificuldades com bancos”.

A consequência deste endividamento e da necessidade de manter o negócio, explicou Eduardo Navarro, poderá ser o surgimento de um número expressivo de processos de recuperação judicial, o que por sua vez pode ser compensado com o aumento de fusões e incorporações. Segundo ele, este é um mercado que está extremamente ativo, com muitas transações envolvendo empresas brasileiras. Em comparação com 2009, quando foram registradas 454 operações de fusões, em 2016 o número chegou a 740 processos.

“Como estamos no meio da crise dá para imaginar que este quadro seja ainda maior”, assinala Navarro, lembrando que a situação pode trazer compensações ao Brasil, que continua sendo um mercado interessante para investidores internacionais.

“O que se percebe é que se a economia não vem se recuperando de uma forma tão ativa como se deseja, ao mesmo tempo não se perdeu a confiança no Brasil. Mas é preciso que se ofereça condições para que estes investimentos, porque se o Brasil tem um potencial de consumo que interessa qualquer segmento por outro lado sem infraestrutura o investidor não se sentirá motivado”.

Eduardo Navarro destacou como segmentos de interesse aos novos investimentos o varejo, saúde, telecomunicações em negócios de internet, energia e, claro, o agronegócio.




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