Situação econômica atrapalha inovação, diz diretor da Fapesc

Situação econômica atrapalha inovação, diz diretor da Fapesc

Num ranking de 140 países, o Brasil ocupa a 75ª posição em termos de investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento científico.

O desempenho mostra que o País ainda se ressente de políticas mais ousadas e especialmente de recursos para melhorar seus indicadores de competitividade global, assinalou o professor César Zucco, diretor de Pesquisa Científica e Tecnológica e de Inovação da Fapesc – Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina.

Zucco esteve em Jaraguá do Sul nesta segunda-feira e participou da plenária da Acijs-Apevi realizada no auditório do Centro Universitário Católica de Santa Catarina. A instituição de ensino recebeu a reunião itinerante das duas entidades empresariais por abrigar, no seu campus, a Incubadora de Base Tecnológica JaraguaTec e também porque está situada no eixo que futuramente vai concentrar empreendimentos dedicados à pesquisa e inovação.

Abordando o tema “Inovação: gestão e fomento”, César Zucco traçou um panorama da situação no País, falou sobre as características que devem prevalecer no ambiente de pesquisa e desenvolvimento e apontou oportunidades para o setor.

“A inovação não deve ser entendida como algo excepcional, porque na realidade todas as empresas que produzem de uma ou outra maneira estão fazendo inovação. O que é importante é a gestão deste processo, porque se não houver um acompanhamento qualquer empreendimento corre riscos de não dar certo. Esta gestão precisa estar atualizada no conhecimento das tecnologias, para tirar proveito das demandas da sociedade e no que se pode inovar, seja em que área for. Inovação é uma atividade muito complexa, que requer estudos e conhecimento, que contar com gente preparada e audaciosa, rebelde no sentido da inquietude”, resume César Zucco.

Para o diretor da Fapesc, a situação econômica atrapalha, lembrando que a gestão da inovação depende sempre do planejamento, de investimentos, e isto não está acontecendo na dimensão desejada para que o Brasil melhores seus índices de competitividade no cenário internacional.

Um dado interessante que César Zucco mencionou, é o número de mestres e doutores que se dedicam à pesquisa, o que segundo ele seria determinante para melhorar os indicadores. Do total de mestres, 244.485 estão em atividades administrativas e 82. 136 dedicados a atividades de pesquisa e ensino, enquanto de 188 mil doutores somente 69.040 atuam nas áreas de pesquisa e ensino.

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