Princípios de governança são destacados para classe empresarial

Princípios de governança são destacados para classe empresarial (1)

“Boas práticas de governança estabelecem um ambiente de mais proteção às corporações, assegurando maior valor aos negócios e a sustentabilidade de empresas familiares”. A afirmação é da presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Sandra Guerra, ao falar na segunda-feira sobre o assunto durante a plenária da Acijs e Apevi, para empresários de Jaraguá do Sul.

Clique aqui e baixe o PDF da apresentação de Sandra Guerra.

Abordando o tema “Governança em empresas familiares”, Sandra Guerra descreveu como o IBGC vem atuando no sentido de disseminar os conceitos da governança como uma ferramenta que pode ser aplicada a empresas de todos os portes, tamanhos ou segmentos. Falou da estratégia de empresas e das motivações que levam organizações familiares a adotar práticas de Governança Corporativa, que podem resultar na perenização do negócio. Dentre os ganhos da gestão transparente cita facilidade de acesso a recursos financeiros e não financeiros, a obtenção de melhorias de gestão, garantia na transição de gerações e a sucessão, contribuição para a longevidade dos negócios e a administração de conflitos de interesses de maneira mais efetiva.

Iniciativa do capítulo de Santa Catarina do IBGC, criado com o objetivo de ampliar o alcance das práticas de governança no estado, o evento teve a mediação de Giuliano Donini, vice-presidente da ACIJS para assuntos da Indústria, e contou com a presença como debatedores dos empresários Devanir Danna, Luiz Alberto de Castro Wille e Monika Conrads, e do professor Robert Burnett. A coordenação do encontro é do empresário Alfredo Burghi, responsável pelo capítulo de Santa Catarina do IBGC.

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Conforme Sandra Guerra, um dos aspectos fundamentais da governança é a sucessão. Normalmente, explicou, o empreendedor original é um visionário, com um conhecimento que nem sempre é transferido aos herdeiros com o passar dos anos. “Muitas vezes isto também acontece e o herdeiro desenvolve esta capacidade naturalmente. Em qualquer dos casos é algo que precisa ser feito de maneira planejada e com o conhecimento de terceiros que possam dar objetividade a este processo”.

Outro aspecto importante destacado pela presidente do IBGC, é a separação do que é da empresa do que é da família. Ressalta a necessidade de estabelece o que são os bens da família e o que é da empresa, tratando-os de maneira distinta. Falou ainda da criação de um ambiente de meritocracia nas organizações, onde não basta ter sobrenome para assegurar um lugar na diretoria ou uma posição de destaque na diretoria, pois isto é algo que segundo Sandra Guerra não se sustenta ao longo do tempo.

“Regras claras de entrada e saída de sócios na empresa e outros elementos na estrutura da organização da empresa com harmonia, que permitam uma gestão transparente que minimize o potencial de conflito. Estas são condições para perpetuar o maior valor de qualquer negócio familiar, mais do que qualquer valor gerado por uma empresa não familiar.

Quando alguns princípios determinantes a uma empresa familiar não são seguidos, há muitos riscos. Isto gera principalmente um ambiente de incerteza, pois a perda de identidade, a falta de agilidade na tomada de decisões, a falta de capacidade de empreender e inovar afetam competitividade da empresa. As boas práticas de governança corporativa ajudam a enfrentar estas questões”, completa.

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