Prefeito Antídio Lunelli fala de dificuldades na gestão do município

“Se a Prefeitura fosse uma empresa, já estaria quebrada”. Com este tom, o prefeito Antídio Lunelli traçou um quadro de dificuldades que o município enfrenta e que, segundo ele, precisará ser enfrentado com medidas duras e impopulares.

Acompanhado do vice-prefeito Udo Wagner, secretários e de outros membros da equipe, Lunelli participou da plenária ACIJS-APEVI nesta segunda-feira. Para uma plateia que quase lotou o espaço de 400 lugares no Salão Nobre do Centro Empresarial, público formado em grande parte por servidores públicos, o prefeito apresentou um panorama do que encontrou na administração pública e prometeu reverter a situação para que Jaraguá do Sul volte a crescer.

“Nossa marca maior nesta gestão será sempre a da transparência, não faltará empenho desta equipe”, repetiu Antídio Lunelli, afirmando que espera contar com o apoio da população.

“Chego à conclusão de que em anos anteriores foi feita muita política e pouca gestão. Agora, o momento exige medidas que podem ser amargas. É a hora de cada dia cidadão fazer a sua parte, desde com a limpeza em frente de sua casa ou os empresários em suas empresas, no comércio, do comprometimento dos servidores públicos, até com mais compreensão do Ministério Público, entendendo como funciona a administração pública”.

CLIQUE AQUI E VEJA OS DADOS NA INTEGRA

De acordo com Lunelli, Jaraguá do Sul só poderá recuperar a condição que já ocupou no passado, quando figurava entre os municípios mais desenvolvidos do Estado e mantinha indicadores de excelência em várias áreas em relação ao País, se investir pelo menos 10% ao ano até 2019. Ressaltou que a desburocratização da gestão é vital para estimular o desenvolvimento econômico, assinalando a importância da articulação com as entidades representativas e com o setor produtivo.

O relato apresentado pelo prefeito mostrou que a Prefeitura tem um déficit financeiro estimado em R$ 62,7 milhões para 2017. O montante leva em conta a perda de receita prevista para este exercício com os restos a pagar de 2016, de cerca de R$ 24,9 milhões, e as despesas previstas do ano, o que representará R$ 37,8 milhões a menos no orçamento.

Para equacionar a situação financeira do município, o prefeito prometeu que algumas medidas já estão sendo colocadas em prática, como a atualização dos sistemas de informática, o pregão eletrônico e o recadastramento imobiliário, entre outras ações que ainda serão apresentadas à comunidade. O presidente, Giuliano Donini, disse que todas as decisões que implicam em corte de despesas, sem comprometer áreas onde o município precisa de atenção, são reconhecidas pela classe empresarial. Mas ressaltou a urgência de decisões prática e efetivas para que este resultado seja de fato percebido por todos os setores da comunidade.

3 Comentários

  • AIRSON GARCIA disse:

    Ouvi com atenção o Sr. Prefeito e sua equipe, gostei da sua sinceridade, porém gostaria de fazer duas colocações: A média de salário, segundo foi colocado é de R$5.000,00. É evidente que a maioria dos servidores recebe muito menos do que este valor. Assim, fica evidente que poucos privilegiados recebem salários altíssimos, gerando aumento na média salarial? Neste caso de quem é a culpa pela folha representar um percentual altíssimo colocando em risco a gestão? O Sr. Prefeito reclamou e com razão sobre a cidade estar feia e culpou os proprietários de não cuidarem de suas respectivas calçadas. Porém, é preciso que o mesmo faça um passeio no centro de nossa cidade para poder observar as calçadas dos órgão públicos. Posso indicar alguma para visita, pois caminho diariamente pelo centro. E o que dizer das praças públicas? Nosso povo poderia ajudar o Prefeito com sugestões caso fosse criado um canal para esta finalidade, Não o que temos atualmente que é inoperante. Recebi resposta à uma consulta um ano depois!!!

  • Micro-empresário disse:

    Prefeito, corte impostos e reduza a burocracia. Facilite a abertura de novos negócios e reduza os requisitos para obtenção dos alvarás. Ajude o pequeno comerciante, empresário e prestador de serviço! A receita voltará sozinha uma vez que as empresas e comércios voltarem para a cidade. Diminua o tamanho do leviatã!

  • Alberto disse:

    Senti falta de ver na apresentação alguma “Ação” que ataque a maior conta de despesas do município: Pessoal. Não sei o que a prefeitura pode ou pretende fazer em relação a isso, mas como pode ser visto na apresentação, sem mudanças nessa área, vai ser difícil… Esta conta já cresce a um alto percentual vegetativamente, mesmo que não sejam contratadas novas pessoas.

    Portanto, outras medidas como aumento generalizado do IPTU serão paliativos que vão jogar mais carga ainda para o setor privado sem que se resolva o problema de forma definitiva…

    O secretário administrativo exaltou a “economia” de R$ 2,4 milhões/ano com o horário de atendimento reduzido… Isso representa menos de 1% dos 300 milhões do orçamento livre, ou seja, não resolve quase nada, além de estar criando diariamente um baita transtorno para a população.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *