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Pesquisa aponta custo da logística na indústria catarinense

Para cada R$ 1,00 movimentado pela indústria catarinense são aplicados na logística 14 centavos. O dado resulta de pesquisa realizada pela Federação das Indústrias e foi apresentado na plenária semanal da Acijs e Apevi na segunda-feira por Marisa Nilson, do Laboratório de Desempenho Logístico da UFSC.

Segundo a professora, mestranda do programa de Pós-Graduação em Contabilidade e especialista em gestão da cadeia logística empresarial, o levantamento mostrou que as empresas devem estar mais atentas à todas as etapas que envolvem a cadeia produtiva.

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Foto: Flávio Ueta

“Não se pode falar em logística abordando apenas a questão do transporte, é preciso levar em conta aspectos como estoque, armazenagem e todo o fluxo de informações que circulam entre estes processos”, assinalou. O estudo, explica a especialista, revela que com ajustes que levem a uma redução de 1 centavo no custo final a indústria poderia ter ganho de até R$ 2 milhões por ano.

Conforme Marisa Nilson, a iniciativa da pesquisa foi de ajudar as empresas a terem parâmetros que permitam apurar o custo de toda a logística que envolve o setor produtivo. Este custo, indica, é superado apenas pelo que se investe em matéria prima. O trabalho, pioneiro em termos de levantamentos realizado por uma entidade de representação da indústria no País, mostra que as empresas que investem em capacitação têm um custo final nas operações menor do que aquelas não contam com especialistas em logística.

Segundo ela, 42% das empresas consultadas responderam que possuem um setor responsável pela logística. “Isto faz diferença quando se trata de competitividade, mas muitas empresas infelizmente ainda pensam a logística apenas como algo relacionado com o transporte e com preocupação apenas administrativa quando se trata de uma questão de competitividade e da gestão do negócio”.

A pesquisa realizada no primeiro semestre apurou dados fornecidos por 55 empresas de todas as regiões do estado, representando 20% do PIB (soma de todas as riquezas geradas no Estado) de Santa Catarina. As regiões da Grande Florianópolis e de Joinville, explica Marisa Nilson, apresentam os maiores custos de logística, com influência direta dos problemas de mobilidade. “Se a infraestrutura viária fosse mais adequada o custo poderia ser reduzido e as empresas ganhariam em competitividade e melhoraria a receita para o Estado com a maior movimentação de recursos”, diz, assinalando a importância do estudo não apenas para o setor industrial.

O presidente da APEVI, Leandro Schmöeckel Gonçalves, ressaltou a importância do trabalho realizado pela Fiesc, lembrando que os dados auxiliam a Câmara de Logística e Transportes da entidade na medida em que a falta de infraestrutura compromete o desempenho de um setor importante para a economia. “As rodovias representam o principal meio de escoamento da produção no Brasil, a preocupação com este modal está relacionada à capacidade da indústria ser mais competitiva, o que é determinante no atual cenário econômico em que precisamos reduzir custos e aumentar a eficiência”, comentou.

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