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Painel empresarial discute inovação e competitividade industrial

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“Sem educação o Brasil não avança no mercado global, e o reflexo disto já aparece. Estudo do Instituto Europeu de Administração de Empresas, entidade que mede o desempenho das nações no campo da inovação, relaciona os 60 países mais competitivos e coloca o Brasil na 51ª posição. Isto acontece porque não temos uma base na educação, do ensino fundamental a alta formação, capaz de dar a indústria condições de desenvolver pesquisa aplicada para o setor produtivo”, afirmou Fábio Ribeiro, que escreve o blog Brasil no Mundo da revista Exame, no 57º Encontro Empresarial de Jaraguá do Sul, que discutiu o tema “Inovação e competitividade” nesta segunda-feira.

O painel reuniu cerca de 250 pessoas e contou com a participação dos empresários Décio da Silva (WEG), Glauco Corte (Fiesc) e Bruno Breithaupt (Fecomércio). Para os painelistas, a falta de maior suporte em termos de políticas públicas faz com que a inovação ocorra de maneira lenta e sofra o impacto da alta carga tributária, dos elevados custos da legislação trabalhista e da falta de mão de obra especializada. Especialista na análise de cenários internacionais e atuando como mediador do debate, Fábio Ribeiro disse que um dos reflexos da falta de competitividade é que nos dois últimos anos o Brasil aumentou a importação de produtos manufaturados, porque a indústria não consegue ser competitiva em relação a determinados itens que são fabricados no exterior com custos mais baixos e chegam ao mercado nacional com preços menores.

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Confira outras opiniões dos participantes do 57º Encontro Empresarial:

“A inovação independe do tamanho da empresa, é preciso estar atento às tendências do mercado, ter um contato muito próximo com seus clientes e fornecedores, porque muitas vezes uma pequena ideia discutida na sua cadeia produtiva pode trazer uma solução diferente” – Décio da Silva

“O comércio tem buscado vários caminhos para se inovar e ser mais competitivo. O lojista precisa oferecer aos clientes condições que agreguem valor e com isso satisfaça as necessidades de quem compra” – Bruno Breithaupt

“O Brasil investe em inovação, mas é preciso que se faça mais tanto por parte do poder público como da iniciativa privada. A indústria pode definir quais os caminhos que deseja trilhar para ter a melhoria da sua competitividade” – Glauco Corte

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