Os três desafios profissionais de todo millennial

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À medida em que a geração Millennial entra e cresce em número dentro da força de trabalho, seus hábitos e preferências começam a evidenciar mudanças, devido aos seus modos nativos de interação com as novas tecnologias que diferem radicalmente, não apenas dos costumes de gerações anteriores, mas também daquilo com que as empresas estão acomodadas.

Se você pertence a geração de nascidos na década de 80 ou no início de 90, essa informação fará pensar sobre sua situação profissional atual e as oportunidades que você poderá aproveitar, se levar em conta estes desafios analisados pela Capabilia, uma plataforma global de capacitação online:

1. O mercado de trabalho exige novas habilidades

Segundo o relatório Panorama Laboral 2015 da OIT, a taxa de desemprego na América Latina e Caribe aumentou em 2015 pela primeira vez em cinco anos, chegando a 6,7% e fazendo com que pelo menos 1,7 milhões de pessoas se somem às filas de pessoas que buscam emprego sem encontrar. Em particular, foi registrado um aumento do desemprego juvenil depois de anos em que se havia registrado uma diminuição. O comportamento da taxa juvenil tem sido diversa entre os países e em cerca de metade se observa uma melhora, mas a média regional deste indicador observou um pulo de 14,5% a 15,3%.

Esta realidade contrasta fortemente com a necessidade que os empregadores enfrentam para encontrar as habilidades que necessitam. Segundo a Encuesta de Escasez de Talento (Pesquisa de Escassez de Talento), desenvolvida pela Manpower em 2015, 42% dos empregadores na América Latina têm dificuldades para preencher suas vagas. Quatro dos 10 países com mais dificuldades em relação à escassez de talento a nível mundial são latino-americanos (Peru, Brasil, México e Colômbia), sendo a falta das competências necessárias para o perfil a principal razão mencionada pelos empregadores no momento de explicar as vagas existentes. Também se menciona a falta de habilidades técnicas e a falta de experiência, mas em menor medida.

2. Você deve tomar as rédeas de sua capacitação para o trabalho

Os millennials têm incorporado o hábito de aprendizagem individual e autodirigida, que se adapta às suas necessidades de capacitação em tempo e maneira. Por isso, nas organizações, o problema não é a falta de alternativas de capacitação formal para seus trabalhadores, mas que estas não se adequam às necessidades.

Segundo um relatório da Degreed, os trabalhadores passam, por semana, 37 minutos em tarefas de capacitação que são oferecidas pelos seus empregadores e mais de 3 horas em formação através dos seus próprios meios. Mais de 60% dos entrevistados confessam que investem ainda mais tempo se receber algum tipo de reconhecimento ou certificação pela capacitação realizada. Assim, três em quatro trabalhadores investiram seu próprio dinheiro (uma média de 339 dólares) em capacitação para o trabalho nos últimos 12 meses.

Em relação aos dispositivos utilizados, 77% dos profissionais confessam que utilizam o celular ou outro dispositivo móvel para as atividades de formação e que esse uso representa aproximadamente 30% do total de tempo que dedicam para se capacitar.

Com respeito às tarefas incluídas nos esforços individuais de capacitação, segundo mostram os resultados da pesquisa, a leitura de artigos ou blogs, assim como ver vídeos instrutivos ou consultar com colegas são atividades que são realizadas pelo menos uma vez por semana. As opções mais tradicionais de capacitação, tais como livros, webcasts, webinários ou cursos online, se realizam uma vez ao mês e as capacitações presenciais, geralmente oferecidas pelo empregador, se desenvolvem geralmente uma vez por quadrimestre ou com menor frequência.

3. As novas tecnologias demandam talento especializado

A indústria de tecnologia da informação e comunicação (ICT) está no meio de uma mudança fundamental, dessas que acontecem “a cada 20 ou 25 anos”, para uma nova plataforma de crescimento e inovação. Esta plataforma, também conhecida como “terceira plataforma”, se constrói sobre uma base de dispositivos e aplicações móveis, serviços cloud, redes de banda-larga móveis, análise de big data e redes sociais. A América Latina não está imune às grandes tendências globais e, além disso, as características econômicas próprias da região vem encorajando a adoção de novas tecnologias.

Neste sentido, a demanda na América LAtina por trabalhadores capacitados em tecnologia da informação e comunicação (TIC) já excedeu a oferta de profissionais em quase 35% em 2015, criando assim uma brecha que poderia impactar a competitividade dos países na região. No México, por exemplo, essa brecha alcança 41%, então qualquer tipo de formação neste sentido, no contexto atual, é quase uma garantia de inserção de mercado e possibilidades de desenvolvimento profissional para os jovens que buscam essa oportunidade.

Em conclusão, caso seja seu objetivo profissional pertencer a uma empresa multinacional, subir para uma posição gerencial ou criar seu próprio empreendimento, a capacitação em competências tecnológicas é fundamental para enfrentar os desafios do panorama atual e futuro.

VIA: Administradores

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