O Futuro da Comunicação

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Em 1943, Thomas Watson, presidente da IBM, acreditava que havia um mercado mundial para “talvez cinco computadores”. Em 1977, Ken Olsen, o fundador da Digital Equipment, pioneira na indústria desse mesmo segmento, disse mais: “Não há razão para alguém ter um computador em casa”. Futurologia é algo realmente complicado. Em 2003, haviam no Brasil cerca de 40 milhões de celulares. Esse número cresceu mais de 600% até hoje e se não é a quantidade que irá aumentar exponencialmente, a qualidade sim.

Quando, em 2007, Steve Jobs trouxe a público a primeira versão do iPhone um novo padrão se estabeleceu e o mundo (digital e analógico) se dividiu entre o antes e o depois. A (r)evolução tecnológica dos meios de produção, consumo, curadoria e reprodução da informação transformou não apenas os dispositivos, mas também os hábitos das pessoas. A relevância do conteúdo e a luta sem trégua pela atenção não são mais preocupações exclusivas dos veículos, mas das pessoas (que disputam likes, corações e comentários de amigos e anônimos) e também das marcas. Mudanças no processo de decisão de compra e recomendação de produtos e serviços, quociente da internet mais trivial que conhecemos hoje (busca e mídias sociais) obrigaram o Marketing e os seus profissionais a se reinventarem e entrarem em um processo de constante adaptação ao novo. Há pouco mais de uma década, quando as agências começaram a dar os primeiros passos (e cliques) no Marketing Digital, o investimento total em mídias digitais no país foi de R$ 25 milhões. Hoje, esse valor é surpreendente: superior a R$ 12 bilhões; e não se espera nenhuma retração para os próximos anos. Muito pelo contrário.

Em 1946, Darryl Zanuck, da 20th Century Fox, disse que a televisão não iria durar, pois as pessoas logo se cansariam de “ficar assistindo uma caixinha todas as noites”. Bateu na trave! A TV ainda tem a sua importância, mas não podemos ignorar que a atenção das pessoas está cada vez mais fragmentada em outras caixinhas. O erro que empresários e profissionais de Marketing não podem cometer é subestimar ou ignorar Mídias Sociais, Inbound Marketing, Mídia Programática, Mobile Marketing, SEM, SEO e outros conceitos e ferramentas do Marketing (na era) Digital, além de toda a tecnologia que vem transformando cada vez mais rápido e com maior naturalidade a forma que vivemos. Uma marca que vislumbra o futuro, precisa de uma gestão que encare o presente e abra aspas para ideias  transformadoras.

*Texto Produzido pelo Núcleo de Agências de Comunicação da ACIJS-APEVI

Fernando Sá – Exit Comunicação Estratégica

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