FIESC e ACIJS oficializam parceria para criação do Fundo Social

Na reunião na Associação Empresarial, a FIESC lançou em parceria com a ACIJS o Fundo Social, iniciativa que oferece gestão de projetos sociais beneficiados por legislações de renúncia fiscal. Jaraguá do Sul é a primeira cidade catarinense a implantar o Fundo Social e servirá de exemplo para os demais municípios. Por meio do redirecionamento de parte de seus tributos, as organizações poderão ampliar e contribuir com o desenvolvimento da sociedade e da economia local.

Por meio do SESI, serão realizadas capacitações e assessorias para auxiliar na inscrição de projetos em fundos e ministérios. O objetivo é desenvolver uma plataforma para o acompanhamento de indicadores, seja em relação a projetos, públicos beneficiados ou valores aplicados, permitindo a gestão de todo o processo e a avaliação de resultados. O programa será levado a outras regiões do Estado até o final de 2018.

O vice-presidente da FIESC para o Vale do Itapocu, Célio Bayer, destacou que o propósito é ajudar as instituições que podem se beneficiar de mecanismos de renúncia fiscal a elaborar bons projetos. “Muitas vezes, a redação do projeto pode determinar a rejeição”, disse.

O presidente da ACIJS, Giuliano Donini, lembrou que há um baixo aproveitamento de recursos que poderiam ser utilizados em mecanismos de renúncia fiscal nas áreas de assistência social, esporte ou cultura. “De R$ 15 milhões possíveis de serem aproveitados em Jaraguá do Sul, só chegamos a R$ 4 milhões”, ressaltou.

O diretor de Marketing e Relacionamento com o Mercado da FIESC, Carlos Roberto de Farias, disse que em Santa Catarina mais de duas mil empresas atuam no regime de lucro real e representam um volume de R$ 200 milhões que podem ser aplicados em projetos sociais dentro do Estado. “Muitos destes recursos não são utilizados ou acabam sendo pulverizados para outras regiões do País pela ausência de projetos bem elaborados. Com esta ação, certamente haverá um estímulo para que estes recursos permaneçam no estado e contribuam também para a movimentação econômica porque muitos projetos geram a cadeia produtivas de outros setores”, destacou.

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