“Ética deve ser compromisso permanente de todas as empresas”, diz empresária ao falar sobre compliance e governança

“As empresas que conduzem seus negócios de maneira ética alcançam resultados melhores e mais duradouros. Quando não há percepção sobre a importância de uma gestão baseada em valores, uma empresa pode se inviabilizar e desaparecer”, assinalou a empresária Monika Hufenüssler Conrads, membro do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Ao participar da plenária da ACIJS e APEVI para falar sobre os conceitos da aplicação de compliance, termo relacionado com a governança e as boas práticas de gestão, em conformidade com as leis e à ética empresarial, Monika reiterou que não se trata de algo de momento, mas de princípios que precisam envolver todos os níveis de uma organização.

“É um processo contínuo, que se inicia e não tem fim, pode ser sempre melhorado, com treinamento, uma comunicação eficiente, com informações chegando a todos os setores da empresa, do chão de fábrica à alta direção. Precisa prioritariamente contar com a adesão do topo de qualquer organização, se a direção não estiver convencida da importância do alinhamento a valores cada vez mais exigidos pela sociedade, os resultados não vão aparecer”.

Uma das premissas do compliance é a de que o seu cumprimento não constitui um mero diferencial competitivo, mas se trata de uma questão de sobrevivência para as organizações, já que estar em conformidade com as exigências regulatórias, normas e políticas internas implica diretamente na longevidade de uma empresa. Para os especialistas, os processos de compliance apresentam-se como ferramentas fundamentais para a criação de um ambiente corporativo confiável, assumindo papel de destaque na estruturação da governança corporativa das organizações.

Na palestra, Monika Conrads acentuou a necessidade de se aprender com as mudanças impostas por um mundo em constante transformação. Cada vez mais, cita, deve prevalecer a transparência, o respeito às regras e às regulações do mercado. O acompanhamento a estas mudanças não está relacionado somente às questões de inovações em produtos ou serviços, ou às tecnologias aplicadas na administração de um negócio. “Compliance não tem a ver somente com corrupção e com a ética, mas com uma visão mais ampla de governança, com um ambiente de negócios que exige uma outra postura e um entendimento diferente sobre práticas que estamos vendo”.

Depois da palestra, o diretor de auditoria interna de riscos e compliance do Grupo Marista, Renato Lara Pereira, fez um relato sobre as ações de governança da instituição, afirmando que os resultados alcançados desde a implementação do processo foram altamente positivos para a organização.

1 comentário

  • Maricelia Moura disse:

    Estudei todo o meu ensino médio em Colégio Marista e adorei ver em como a instituição ao longo dos anos vem se modernizando em suas práticas, contudo respaldada em valores e ética que perenizem a organização. Gostei muito da abordagem e do trabalho do Renato, que está de parabéns por todo o processo desenvolvido e na clareza do que significa “ser compliance”. Toda a equipe está de parabéns pelo maravilhoso e consistente trabalho realizado! Um abraço!

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