Especialistas ressaltam importância de empresas planejarem a governança e a sucessão desde cedo

 

 

Aspiração, envolvimento e capacidade são princípios importantes em um processo de governança e de sucessão familiar bem-sucedido.

O conceito foi reforçado no painel promovido pela ACIJS e pelo Núcleo das Transportadoras para tratar de um tema cada vez mais presente na agenda das empresas, de forma independente da sua atividade econômica e do seu porte.

Realizado nesta quarta-feira (26) no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul – CEJAS, o evento contou com a participação de empresários, de executivos em linhas sucessórias, e advogados que atuam na área.

Para a psicóloga Léia Wessling, especialista em gestão estratégica e transformação cultural das organizações, o assunto deve ser debatido não somente no meio empresarial, mas como um valor da sociedade. “Se queremos uma sociedade melhor precisamos de governança. Ela é pautada na ética, na transparência e no equilíbrio que deve prevalecer entre as partes, seja em qualquer ambiente do qual façam parte”, assinala.

Coordenadora em Santa Catarina do grupo de mulheres do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, Léia Wessling aponta a importância de gestores iniciarem desde cedo conversas com as famílias dos fundadores do empreendimento sobre que objetivos esperam daquele negócio.

“O conflito sempre vem da falta de diálogo, de não se ter clareza da participação da família para a sustentabilidade da empresa”, diz. Segundo ela, pesquisa recente realizada pelo IBGC e PwC Brasil mostra que os conflitos familiares são o principal motivo de saída de sócios em uma empresa, com 41,9% dos casos, e que somente 27% das empresas no Brasil fazem o planejamento sucessório.

Reforça que fatores como aspiração, envolvimento e capacidade asseguram perenidade à empresa e com isto preservam o patrimônio de fundadores e seus familiares. “A capacidade você busca na formação, no dia a dia da empresa, com o envolvimento nos negócios, mas precisa ter a aspiração de fazer parte do que foi construído pelos fundadores da empresa”.

Para o advogado Fernando da Silva Chaves, especialista nas áreas de direito societário, tributação em estruturas e negócios societários, o processo sucessório requer pleno entendimento das famílias. “Quando de planeja uma sucessão é preciso ter clareza de onde se quer chegar, mesmo que se opte por uma gestão externa isto deve estar alinhado aos princípios dos fundadores”, argumenta.

Na opinião do presidente da ACIJS, Anselmo Ramos, o painel é mais uma oportunidade de debater questões que fazem parte do dia a dia das empresas. “Falar de governança é falar de futuro, sobre aonde a empresa quer chegar e como alcançar este objetivo, alinhada a uma visão de futuro e de sustentabilidade do negócio”, ressaltou, lembrando que 90% das empresas brasileiras são de origem familiar.

O líder do Núcleo das Transportadoras, Cleyton Stassun, disse que a iniciativa de realizar o painel atende a um dos objetivos das empresas participantes de buscarem informações que auxiliem na melhoria da gestão. Há 19 anos, comentou, o Núcleo das Transportadoras trabalha para que as empresas do setor alcancem representatividade por meio do associativismo.

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