aaa

Especialistas de Jaraguá do Sul reforçam importante papel de empresas no combate à violência doméstica

Empresas podem desempenhar um importante papel no enfrentamento dos casos de violência doméstica, orientando seus colaboradores na busca de apoio junto aos órgãos que atendem casos de agressões de qualquer natureza.

Com medidas simples como a afixação de cartazes de conscientização quanto ao problema, ou disseminando informações sobre os serviços de denúncia e de apoio jurídico, psicológico e social, o setor produtivo constitui um elo considerado fundamental para a diminuição das estatísticas em Jaraguá do Sul e região.

Despertar um engajamento ainda maior do meio empresarial com a questão, demonstrando como empresas de qualquer segmento e porte podem se tornar um canal de apoio às pessoas que sofrem violência doméstica, foi o que motivou a ACIJS e a Associação Brasileira de Recursos Humanos, de Jaraguá do Sul, a promovem live nesta terça-feira (23).

O evento reuniu profissionais da área de gestão de pessoas e contou com as participações da assistente social Suelen F. Pucci e da psicóloga Deise Klein Fritsch, ambas profissionais do CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, e da delegada Roberta França, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, e da diretora da ABRH Bárbara Morais, que mediou o encontro.

Conforme a diretora da ABRH, o engajamento de todos os setores com o tema é oportuno, considerando que Jaraguá do Sul tem um histórico de envolvimento da sociedade civil organizada e de instituições públicas com os assuntos que refletem na qualidade de vida da população.

O painel voltado a gestores da área de recursos humanos, reforça, é uma das ações da campanha que a ACIJS, por meio da vice-presidência para assuntos da comunidade, lançou em setembro de 2020 em parceria com o 14º Batalhão de Polícia Militar, a Delegacia da Mulher de Jaraguá do Sul, a ABRH, agência Oodles e Prefeitura. “Cada vez mais, é fundamental que as empresas conheçam que caminhos podem ser seguidos para orientar e enfrentar um problema que é de todos”.

O painel voltado a gestores da área de recursos humanos, reforça, é uma das ações da campanha que a ACIJS, por meio da vice-presidência para assuntos da comunidade, lançou em setembro de 2020 em parceria com o 14º Batalhão de Polícia Militar, a Delegacia da Mulher de Jaraguá do Sul, a ABRH, e as agências Vêmais e Oodles. “Cada vez mais, é fundamental que as empresas conheçam que caminhos podem ser seguidos para enfrentar um problema que é de todos”.

Na apresentação das duas profissionais do CREAS, ficou claro que o município dispõe de estruturas com equipes capacitadas à assistência de vítimas de violência doméstica. Muitas vezes, salientaram, as pessoas deixam de denunciar agressões por vários fatores, da inibição por temerem represálias, por serem consideradas o ‘problema’ que resultou na violência, por pressões familiares ou religiosos, e mesmo receio de perder o emprego.

“Nem sempre uma violência se caracteriza pelo dano físico, muitas vezes é psicológica e isso nem sempre é percebido, porque não é visto fisicamente. Pode-se ajudar muito observando mudanças nas características, no comportamento, e uma forma de apoio é orientando para que a pessoa procure auxílio na estrutura pública”, esclarece Deise.

Nestes casos, completa Suelen, há duas unidades do CREAS no município, onde há o acompanhamento por assistentes sociais, psicólogos e advogados. “As empresas podem colaborar muito encaminhando o colaborador para que se busque o auxílio no CREAS assim que o problema for detectado”.

Outra sugestão é de que se divulgue por meio de cartazes ou outros materiais, informações sobre o assunto, e a divulgação sobre a rede de apoio formada pelo Conselho Tutelar, a delegacia especializada e Defensoria Pública, assim como o CREAS, além do Disque 180 que é um canal direto com a polícia.

Para a delegada Roberta França, a integração de esforços no combate à violência é fundamental para uma comunidade que busca o desenvolvimento com sustentabilidade econômica e social. Ela ressaltou que embora haja um enfoque até natural em torno de casos que envolvem mulheres, é importante considerar as ocorrências envolvendo idosos e crianças, que também existem e podem ser ajudados da mesma forma. “Como sociedade, precisamos entender que ninguém deve sofrer com violência de qualquer espécie”, observa a delegada.

Decreto estadual amplia enfrentamento

No esforço pelo aumento da segurança de mulheres que sofram ameaças físicas e psicológicas que caracterizem violência doméstica e familiar, o Governo do Estado editou o Decreto nº 1.163/2021, que regulamenta a Lei 17.985/2020 que autoriza atendentes de farmácias e drogarias a receberem comunicação de casos.

Válida durante a vigência do estado de calamidade pública para enfrentamento da Covid-19 em Santa Catarina, a normativa estabelece que as denúncias recebidas pelos estabelecimentos devem ser encaminhadas imediatamente às autoridades competentes para serem adotadas medidas protetivas necessárias e cabíveis.

Caberá ao atendente fazer a comunicação presencial na Delegacia de Polícia mais próxima ou pelo número 181 do Disque Denúncia. O decreto também autoriza o profissional a passar as informações do denunciante, como nome, endereço e contato, via mensagem para o Whatsapp ou Telegram no número (48) 98844-0011. Com base no decreto, as denúncias recebidas pelos canais da Polícia Civil de Santa Catarina serão encaminhadas às autoridades policiais para conhecimento e providências legais pertinentes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *