Energia renovável ainda engatinha no Brasil

destaque-plenaria

“A falta de prioridade aos investimentos em fontes alternativas, como a energia eólica e solar, tem feito com que o Brasil não avance neste setor em relação a outras nações”, diz o engenheiro Casiano Rodrigo Lehmert, gerente nacional de vendas da WEG, durante a plenária semanal da ACIJS-APEVI na segunda-feira, 19/8. Segundo ele há riscos de
novos apagões no fornecimento de energia no Brasil. Embora reconheça que os investimentos têm sido ainda tímidos pelo governo em relação ao potencial do país em novas matrizes energéticas, graças aos projetos de pesquisa e desenvolvimento
o engenheiro estima que em 4 anos opções como a energia solar estejam mais acessíveis para a grande maioria da população.

“Hoje as residências têm uma tarifa cara porque o país tem na energia tradicional uma dependência, mas com o incentivo a fontes renováveis como a energia eólica e a solar, estas matrizes se tornarão alternativas acessíveis”, comenta o engenheiro.
Casiano argumenta que a tarifa também tem sofrido o impacto do uso de térmicas para compensar os baixos níveis nos reservatórios, o que poderia ser compensado com o uso das fontes alternativas. Para consumidores de maior porte, a energia eólica vem ganhando preferência nos leilões, mas ainda assim é preciso que se dê mais atenção para
esta área. O interesse pela expansão deste mercado tem feito a WEG ampliar os investimentos na oferta de soluções e até mesmo como fornecedora de energia.
Segundo ele, este ano a empresa já concretizou cerca de R$ 30 milhões em novos negócios neste setor.

A empresa está participando de projetos com a Tractebel no Sul de Santa Catarina, na região de Capivari de Baixo, e no território de Fernando de Noronha, voltados à energia fotovoltaica.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *