Eficiência energética traz economia às empresas, afirma especialista

plenária 06 10
O aumento do consumo de energia elétrica e a falta de investimentos no aumento da oferta deste insumo vital para a indústria têm elevado os custos de produção e afetado a competitividade brasileira. Conforme o engenheiro Leandro Ávila da Silva, do Centro de Negócios de Eficiência Energética da WEG, cada vez mais as empresas precisam ser criativas na busca de soluções para a racionalização do consumo e melhorar seus níveis de produtividade.

Confira os slides da apresentação do engenheiro Leandro Ávila

Leandro esteve na plenária da ACIJS-APEVI nesta segunda-feira para falar sobre o assunto, apresentando dados e indicando oportunidades de melhorias com a maior eficiência dos recursos de energia. O engenheiro explicou que o objetivo do Centro de Negócios de Eficiência Energética é mostrar as vantagens que as empresas podem obter se usarem de maneira adequada suas fontes de energia, desde a substituição de equipamentos por outros que consomem menos até às inovações em processos e manutenção de máquinas.

O executivo mostrou que o reajuste nas tarifas a partir de 2003 tem sido superior a outros indicadores econômicos, como a inflação e o PIB, impactando sobre todos os consumidores, mas com mais intensidade na indústria. Com a entrada de consumidores de faixas sociais menos favorecidas, explicou, o consumo gerado por eletrodomésticos e eletroeletrônicos também aumentou, sem que essa demanda tivesse sido planejada pelo governo quanto à geração de energia.

“O governo tem feito interferências no setor energético, algumas vezes sem muito sucesso, e a capacidade de aumento da oferta de energia nem sempre é positiva, como é o caso dos leilões de energia que não vêm dando os resultados esperados, e o uso de térmicas que está sendo além do previsto. Isso gera custos que ficaram represados para o país durante algum tempo, na maioria dos casos por motivos políticos”, comentou Leandro.

Para o engenheiro, o reajuste da tarifa vai elevar ainda mais a partir do ano que vem e isso implicará que as empresas busquem melhores soluções. Hoje 59,3% do consumo são assegurados pelo comércio e indústria, setores onde se localizam as maiores oportunidades de eficiência energética.

Segundo ele, há programas especiais e linhas de financiamento que podem apoiar os projetos de substituição e modernização de equipamentos para todos os tipos de consumidores.

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