Celesc e Samae confirmam investimentos para melhorar infraestrutura em água, saneamento e energia no município e região

A ACIJS deu sequência nesta segunda-feira (25) à série de encontros dedicados a debater as condições de infraestrutura em Jaraguá do Sul e região.

O gerente do Núcleo Norte e o gerente da unidade da Celesc em Jaraguá, Wagner Felipe Vogel, e Danilson Wolff, e o presidente do Samae, Ademir Izidoro, falaram sobre a estruturação de serviços de água, saneamento e energia elétrica, e os investimentos previstos para a ampliação do atendimento.

Conforme o gerente do Núcleo Norte da Celesc, Wagner Vogel, a reestruturação recentemente anunciada pela empresa visa a aumentar a sua eficiência, considerando um horizonte de dois anos. A meta da empresa é viabilizar até 2023 um plano de expansão com novas subestações e a melhoria das redes de alimentação, renovação de transformadores e a segurança do sistema com vistas a atender as indústrias e consumidores da região.

“Temos uma projeção de crescimento de 80 por cento na capacidade de fornecimento de energia nos próximos cinco anos, e os investimentos previstos têm o objetivo de atender ao aumento da demanda em função do reaquecimento da economia”, assinala Vogel. A expectativa da Celesc é de investimento de pelo menos R$ 10 milhões.

O gerente da unidade de Jaraguá do Sul, Danilson Wolff, disse que os planos da Celesc objetivam reforçar o trabalho operacional de manutenção da rede existente e com a administração dos serviços ofertados aos municípios, sem perdas na qualidade do atendimento.

Nas áreas de abastecimento de água, saneamento básico e reciclagem de lixo, o Samae também programa investimentos, conforme assinalou o presidente da autarquia Ademir Izidoro. Ele fez um relato dos resultados obtidos desde 2013, destacando como um dos maiores desafios o controle do desperdício. “Investimos muito neste sentido porque o desperdício é o grande problema do sistema. Saímos de uma perda de 42% do volume de água tratada para 34%, mas nossa meta é chegar a menos de 27%, o que está exigindo investimentos também na mudança da tubulação”, informou.

Segundo Izidoro, os projetos do Samae têm um horizonte de 20 anos na ampliação da capacidade de produção e nas reservas para fornecimento de água, no atendimento ao plano municipal de saneamento, e na destinação e tratamento adequado de lixo. No tratamento de esgoto, disse, o município passou de 48% para 83%, com expectativa de ao término da atual gestão alcançar pelo menos 90%. “Se não chegarmos a 100 por cento, vai ficar tudo preparada para os investimentos”, assegura.

Presente ao debate, o prefeito Antídio Lunelli garantiu que os recursos estão definidos, na ordem de R$ 57 milhões, além dos investimentos que já estão em andamento.

O presidente da ACIJS, Anselmo Ramos, avaliou o encontro como uma oportunidade para que a comunidade tome conhecimento das ações que empresas públicas como Celesc e Samae realizam na atenção às demandas em infraestrutura.

“A expectativa é de um novo ciclo para a economia e a retomada de investimentos, com novas plantas, a ampliação de empresas já atuando no mercado e com a chegada de novos negócios. Com isto, precisamos ficar atentos à capacidade de reação em relação ao fornecimento de energia elétrica, ao mesmo tempo em que necessitamos também de maior capacidade para o abastecimento e no saneamento básico”.

Ainda em relação à infraestrutura, Anselmo Ramos destaca que o tema ‘duplicação do trecho urbano da BR-280’, será tratado durante encontro nesta quinta-feira (28) em Florianópolis. O grupo de trabalho formado para tratar do assunto, com a participação da classe empresarial, de representantes das entidades do setor produtivo, poder público e OAB, estará reunido com o secretário estadual de Infraestrutura Carlos Hassler.

“Estamos estabelecendo um canal de comunicação importante com o Governo do Estado, no sentido de mostrar que este é um projeto fundamental para a região. O trecho urbano da BR-280 é essencial para o escoamento de boa parte da produção regional e neste encontro poderemos reafirmar esta importância, atualizando as informações sobre o status da obra e destacando o que precisa ser feito para que ela se viabilize”, completa Ramos.

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